Ameaça

A poluição do ar mata prematuramente cerca de 4 mil pessoas por ano nas cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro, revela a última edição do Global Environment Outlook – GEO 2000, o mais importante documento do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). Segundo a publicação, houve aumento de 32% no consumo de pesticidas na América Central durante os anos 80, a redução da cobertura natural das florestas em todos os países da América Latina e no Caribe alcançou 5,8 milhões de hectares anuais entre 1990 e 1995, e 1.244 espécies vertebradas estão ameaçadas de extinção nestas regiões.
Minoria esbanja
A pobreza da maioria dos habitantes do planeta e o consumo excessivo de uma minoria são as principais causas da degradação ambiental, aponta a GEO 2000. Elaborado por especialistas de vários países, o documento faz um minucioso diagnóstico da situação ambientar do planeta, com objetivo de encontrar soluções para os problemas do meio ambiente urbano e promover o uso sustentável das florestas tropicais e da gigantesca biodiversidade. O coordenador do Grupo de Trabalho do GEO é o biólogo João Câmara Drumond, gerente de Unidades de Conservação do Ibama, do Ministério do Meio Ambiente.

Efeito mola
A diferença ano passado entre a alta de 28,9% dos preços no atacado, registrada pela FGV, e os 8,94%, do IPCA, calculado pelo IBGE, pode ser a ponta do iceberg da pressão inflacionária que ameaça o País. Descontadas as tabelas meramente escriturais e a monumental sonegação fiscal – estimada pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) em R$ 213,90 bilhões apenas na área industrial – essa defasagem expõe o tamanho da armadilha em que o Governo enfiou o País. Por essa lógica, qualquer crescimento pouco mais vigoroso abre uma brecha para repasse de custos, sob ameaça de nova pressão com a alta das tarifas de serviços públicos privatizados. Esse quadro revela ainda que estabilidades monetárias assentadas em artifícios cambiais e recessão têm largo poder destrutivo, mas pouca ou nenhum sustentação estratégica.

Obras
Motoristas que pretendem sair de Niterói para o Rio no próximo dia 19 devem evitar a ponte. A concessionária que administra a rodovia programou para começar às 14h as obras para implantar o novo pavimento do vão central, que será feito em concreto. Apesar de estar prevista a interdição apenas da faixa lateral direita e do acostamento, as últimas experiências com obras da Ponte S/A permitem antever um grande engarrafamento. O trabalho termina às 6h do sábado, dia 22. Quem puder, deve emendar o feriado de São Sebastião para evitar ficar preso na ponte.

Olho aberto
Criado por três associações comerciais – Ipanema & Adjacências, Tijuca e Madureira -, o site www.votoconsciente.com.br orienta os contribuintes cariocas sobre a recente decisão do Supremo Tribunal Federal, que declarou inconstitucional a fórmula aplicada para a cobrança do IPTU no Rio de Janeiro nos últimos anos. A denúncia de que a lei feria a Constituição foi feita pelo MM em julho do ano passado. O STF criou  jurisprudência, dando amparo legal para que seja exigida restituição do que foi pago a mais, através de alíquotas diferenciadas. Além de ajudar o bolso do contribuinte, o site vai mostrar um placar com o acompanhamento da votação dos vereadores, em todos os projetos de interesse de cada bairro da cidade, desde o polêmico projeto da mudança de zoneamento para construção do Shopping do Flamengo até o aumento do IPTU.

Extra
Quase metade dos trabalhadores com direito ao abono do PIS ainda não receberam seu dinheiro. A Caixa Econômica espera fechar o exercício 1999/2000 com pagamento de 86% dos abonos, melhor índice dos últimos anos. São 4,5 milhões de trabalhadores identificados com direito ao benefício, no valor de um salário mínimo.

Social
O BNDES investiu R$ 2,082 bilhões na área social, em 99. Essa quantia representa 11% do orçamento global de R$ 18 bilhões do banco e equivale aos gastos do Governo com juros em apenas cinco dias. Este ano, os investimentos destinados à área social estão previstos em R$ 2,5 bilhões, ou que o Governo torra em juros em seis dias.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Artigo anteriorRedefinir a estratégia
Próximo artigoBlefe

Artigos Relacionados

Alta dos preços leva a aumento de protestos

Agitação em países onde manifestações eram raras preocupa FMI.

Montadoras não vieram; demissões, sim

Promessas de Doria e Bolsonaro para fábrica da Ford não passaram de conversa para gado dormir.

Ganhos de motoristas de app desabam

Renda média é de pouco mais de 1,5 salário mínimo.

Últimas Notícias

Câmara deve colocar em votação PL que desonera tarifas de energia

Em 2021, o Brasil passou pela pior crise hídrica em mais de 90 anos

Metodologia para participação de investidor estrangeiro

Serão considerados os dados de liquidação das operações realizadas no mercado primário nos sistemas da B3

Fitch eleva rating do Banco Sicoob para AA (bra)

Houve melhora do perfil de negócios e de risco da instituição

Petrobras Conexões para Inovação cria robô de combate a incêndio

Estatal: Primeiro no mundo adaptado para a indústria de óleo e gás

Brasil tenta ampliar diálogo com a UE

Debate da recuperação econômica nas duas regiões e discussão sobre as perspectivas das políticas fiscais