Nesta quinta-feira, a Americanas S.A. solicitou ao administrador judicial de seu processo de recuperação autorização para o pagamento da totalidade de créditos das classes 1 e 4. Se aprovado, o pagamento será destinado à quitação de 100% dos créditos de natureza trabalhista e de micro e pequenas empresas, que somam R$ 192,4 milhões. Para isso, a companhia utilizará recursos obtidos com o financiamento DIP, realizado pelos acionistas de referência e já autorizado na recuperação judicial no valor de até R$ 2 bilhões, sem impacto no cumprimento de suas obrigações correntes.
A Americanas buscou essa solução por entender que sua recuperação judicial tem provocado efeitos socioeconômicos relevantes no funcionamento desses pequenos negócios e no ecossistema onde estão inseridos, muitos deles dependendo exclusivamente dos pagamentos da companhia e suas recuperandas, assim como no caso dos credores trabalhistas. A empresa lembra ainda que o valor total para a quitação dessas dívidas é bastante reduzido frente ao total de créditos da recuperação judicial. A Companhia reitera que esse é mais um passo importante em seu processo de recuperação como uma empresa com forte papel social e presença na economia do país, bem como referência no setor varejista.
Além disso, com a aprovação desse pedido, a Americanas fortalecerá ainda mais os esforços para a construção de consenso para o pagamento dos credores inseridos na classe 3, em que estão listados os créditos mais expressivos, e que será apresentado na forma do plano de recuperação judicial oportunamente.
O rombo contábil das Americanas teve também reflexo no Big Brother Brasil. De acordo com levantamento realizado pela Vert.se Inteligência Digital, apenas na semana de estreia do programa, dia 16, foram mais de 17 mil menções às Americanas no contexto do BBB, porém, com conversas mais voltadas à crise da empresa.
Em 2022, a Americanas foi a marca mais lembrada pela audiência, após sua participação no BBB. Em 2023, mesmo com o anúncio de rombo financeiro em mais de R$ 20 bilhões e expressiva queda nas ações, forçando sua saída como patrocinadora da atração da TV Globo, ela seguiu fortemente ligada ao reality show. O levantamento da Vert.se observou mais de 26 mil menções às Americanas apenas no dia seguinte ao descobrimento do rombo bilionário, em 12 de janeiro, sendo que a média semanal era de aproximadamente 2 mil citações por dia.
Quando a marca oficializou sua saída do programa, o anúncio sobre quem ocuparia a cota de patrocinador master do BBB 23 continuou forte nas redes sociais, ainda com Americanas em destaque. Apesar de a Magalu ter entrado na disputa, o Mercado Livre se pronunciou oficialmente como estreante no reality, porém o anúncio gerou engajamento tímido. A marca ainda não aparece entre as mais lembradas pelo público, por enquanto, mas já apostou em uma página com produtos exclusivos do programa.
A 23ª edição do BBB une muita força nas redes e um grande conjunto de marcas patrocinadoras, 34 no total, maior número da história da atração. Entre 16 de janeiro e 5 de fevereiro, o #BBB23 havia atingido quase 4 milhões de citações apenas no Twitter, rede em que mais se comenta o programa. Somente na primeira semana de exibição, foram registradas 2,5 milhões de conversas na internet.
















