Amigos, amigos…

Por mais que tentou, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, não conseguiu disfarçar um certo ar de decepção com o PAC, que deixou de fora obras fundamentais para o estado, como a Linha 3 do Metrô e a usina nuclear de Angra 3. Apesar do alinhamento com o Governo Lula, sobraram apenas investimentos já previstos, a maioria bancados pela Petrobras e definidos ainda no governo anterior.

Acelerar o PAC
Embora envolva áreas variadas, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), anunciado pelo governo, pode ser resumido a uma tentativa de conciliar medidas de reativação da economia – como redução de impostos sobre a produção e, principalmente, a flexibilização do garrote fiscal – com a manutenção e o aprofundamento do modelo que mantém o país estagnado já há década e meia, como a tentativa de institucionalizar a contenção de gastos públicos. Traduzido em sigla, tão ao gosto de marqueteiros, poderia ser rebatizado de PAFC (Programa que Acelera e Freia o Crescimento).
A medida mais positiva, sem dúvida, é a redução do superávit primário em micro 0,5 ponto percentual. Ainda que tímida e insuficiente para garantir desenvolvimento à altura da capacidade e das necessidades do país, corresponderá à liberação de cerca de R$ 10 bilhões, que, de outra forma, seriam esterilizados no pagamento de juros. Mais significativo do que canalizar para a produção o equivalente à queda de 2,5 ponto percentuais da taxa básica de juros (Selic) é remover, mesmo em dose homeopática, um dos principais dogmas do modelo de paralisia econômica.
No entanto, ao manter intocável a distribuição de renda, o PAC caminha para a mesma armadilha que, no passado e com planos bem mais ousados e expansionistas, fez o crescimento entrar em processo de esgotamento. Ou seja, sem mercado interno forte, um país continental, como o Brasil, não tem como manter o Produto Interno Bruto (PIB) crescendo de forma consistente e transformar crescimento em desenvolvimento.
Com todas limitações, porém, o PAC significa que, com quatro anos e um mês de atraso, o Governo Lula parou de dar marcha à ré para engatar a primeira. Falta, agora, garantir combustível ao PAC. E as melhores fontes de abastecimento ao alcance são a queda para valer dos juros e a redução sistemática do superávit primário, que, com o lançamento desta segunda-feira, perdeu a condição de dogma virginal.

Sumiço
É muito comentada nos corredores da Universidade de São Paulo (US) a história de um concurso de teses sobre energias renováveis, para o qual o Instituto de Energia daquela universidade foi convidado a apresentar dois trabalhos. Apresentaram-se dois concorrentes, um professor e um doutorando. Na hora de enviar os trabalhos à fundação promotora do concurso, porém, o trabalho do doutorando sumiu.

Aedes
Cerca de 60 agentes de endemias da Secretaria de Saúde de Duque de Caxias (RJ), estarão, entre os dias 24 e 25, auxiliando os agentes da cidade no combate à dengue. Em Caxias, o trabalho continuará sendo realizado todos os dias, inclusive nos fins de semana, por cerca de 650 agentes. A mesma ação já foi realizada em Magé este mês. Os municípios foram escolhidos para evitar que haja um surto da doença na Baixada Fluminense, afirmou o presidente do Consórcio Intermunicipal de Saúde da região (Cisbaf), Oscar Berro. Magé e Queimados são os municípios com os maiores índices de infestação do mosquito aedes aegypti, transmissor da doença.

Memória
O acervo particular do coronel Alzir Nunes Gay, colaborador do general Figueireido, poderá ser vista esta semana, no Rio. A família do falecido coronel abre as portas de sua mansão no Recreio dos Bandeirantes – pela última vez, pois a casa dará lugar, no final deste mês, às obras de um prédio de luxo – e expõe peças de arte, livros e documentos. Tudo estará em leilão, a partir desta quarta-feira – inclusive itens da casa, como portas e louças. Informações pelo telefone (21) 2539-2637.

Turismo
A Prefeitura de Caxambu, Sul de Minas, inicia no próximo dia 30 programa de capacitação turística. Segundo o prefeito Isaac Rozental, serão treinados charreteiros, motoristas de taxi, empregados do Parque das Águas e professoras do ensino fundamental. A empresa Planet Work e o professor Bayard Boiteux ministram o curso, que terá três módulos, até junho de 2007.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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