Analistas defendem três vetos ao marco do saneamento

Apesar de acreditar que o processo de privatização enfrentará forte oposição, recomendam a compra da Sabesp.

Acredite se Puder / 17:54 - 25 de jun de 2020

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O projeto do marco legal do saneamento básico seguirá para a sanção presidencial. Os analistas das principais casas de análises defendem que o presidente da República tem de vetar três artigos da lei, sendo o mais importante é o do artigo 14, parágrafo 1, que aponta que, no caso de um processo de privatização de uma empresa de saneamento estatal, não há necessidade de consentimento dos titulares (municípios), caso não haja alterações no objeto e na duração do contrato de programa. Na opinião da equipe de análise da XP Investimento, a remoção deste mecanismo impactará negativamente potenciais processos futuros de privatização de empresas estatais de saneamento, sendo que esse ponto é de grande importância para Sabesp e Copasa.

Para os analistas do Bradesco BBI ainda será necessária uma série de decretos para que a nova regulamentação possa ser implementada. Esperam que o Governo de São Paulo confirme os planos de privatização da Sabesp. O mesmo deve ocorrer com a Copasa, mas o governo mineiro precisa primeiro garantir apoio na assembleia local. Quanto a Sanepar, lembram que o Governo do Paraná informou que não tinha, por hora, intenção de privatização e ressaltam que, mesmo no caso de São Paulo, é necessária aprovação dos deputados por maioria simples. Apesar de acreditar que o processo de privatização não acontecerá da noite para o dia e enfrentará forte oposição, recomendam a compra da Sabesp.

 

Isabel escondia euros no Novo Banco

As autoridades portuguesas realizaram buscas no norte do país e apreenderam documentos relativos às empresas da angolana Isabel dos Santos, além de milhões de euros que estavam em diversos cofres da agência do Novo Banco, no centro do Porto. Esse dinheiro é parte dos 280 milhões que foram arrestados. O Ministério Público esteve nas residências de Mário Leite da Silva, braço direito da empresária e de Paula de Oliveira, amiga e alegada testa de ferro, e também na do antigo responsável das Finanças da Sonangol, Sarju Rainkundalia.

 

Wirecard se declara insolvente

Os gestores da Wirecard deram início ao processo de insolvência, depois do escândalo financeiro que pôs a descoberto um buraco de cerca de 2 bilhões. Um dos argumentos utilizados é o grande endividamento. Agora, empresa de pagamentos germânica avalia se utilizará o mesmo processo para as subsidiárias do grupo. Depois do pedido, no começo do pregão, a cotação das suas ações caiu 16,93% para os 9,96 euros, mas as negociações foram suspensas, Quando voltaram afundaram 82,32% para 2,12 euros. Desde o início do ano, a empresa já perdeu mais de 95%, ou seja quase a totalidade do seu valor.

 

Engie Brasil lucrou R$ 512 mi no trimestre

A Engie Brasil reportou lucro líquido de R$ 512 milhões no primeiro trimestre, com recuo de 9,5% na comparação com igual período de 2019 e também abaixo dos R$ 615,4 milhões esperados peleo mercado. O Ebitda ficou em R$ 1,33 bilhão, alta de 9,8% e a receita operacional líquida alcançou R$ 2,6 bilhões, um crescimento de 11% na mesma base de comparação. Os analistas do Credit Suisse consideraram fracos os resultados da Engie, pois os custos da geração térmica e outras despesas afetaram as margens. A receita líquida foi impactada por um resultado financeiro mais fraco frente a uma alta no uso do caixa e uma contribuição da TAG (empresa de gás) mais baixa que a esperada.

 

Bradesco recomenda compra da Oi

Apesar do otimismo com a Oi, os analistas lembram que é preciso aprovar o plano, que envolve a venda de unidades de negócios. Porém, para a reunião com credores marcada para o dia 15 de agosto, o Bradesco BBI vê probabilidade de 60% de aprovação. Por causa disso, o banco passou a recomendar a compra dessas ações e atualizou o preço alvo das ações de R$ 1,80 para R$ 2,10. E consideram que a empresa caminha na direção certa, pois o “Baby Oi” é uma realidade e deve impulsionar o crescimento sustentável.

 

Situação da Sabesp não é confortável

A Sabesp enfrenta ventos contrários devido a uma crise hídrica em curso no estado do Paraná, que levou o governo estadual a declarar uma situação de emergência e a empresa a implementar rodízio no fornecimento de água na região metropolitana de Curitiba.

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