Analistas do Goldman mudaram de opinião sobre Cia Hering

Analistas começam a se descolar de algumas ações do varejo e de moda.

Acredite se Puder / 18:06 - 13 de jan de 2020

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Novo ano, tudo muda na cabeça dos analistas. No ano passado, todas as análises foram favoráveis para o setor varejo e, a maioria dos técnicos não parou de elevar as projeções para as ações do Magazine Luiza. Depois, escolheram a Cia. Hering como a sucessora da ação que só faz subir, e as projeções otimistas não possuem limites. Agora, alguma coisa mudou, pois os técnicos do Goldman Sachs revisaram as recomendações para as ações do setor de varejo. Por enquanto, nada falaram sobre ajuste na cotação do Magalu, mas começaram a aconselhar a venda das ações da Hering, que passaram a ser um ex-sucesso, e colocaram como neutras as do grupo SBF, controlador da Centauro. Para mostrar que não estão totalmente pessimistas, indicaram a compra dos papéis da Arezzo e do Carrefour do Brasil.

 

JPMorgan destaca o setor de energia

Para o pessoal do JPMorgan as aplicações em ações de empresas de distribuição de energia elétrica são melhores do que as em geração e transmissão, devido a maior sensibilidade à recuperação macroeconômica. Assim, as preferidas são Copel, CPFL Energia e Energisa. A Copel deve continuar com performance mais forte; companhia oferece catalisadores incluindo venda de ativos não essenciais, extensão de concessão, melhoria do desempenho operacional e desalavancagem. Energisa e CPFL devem continuar se beneficiando da recuperação do PIB e do crescimento de volume. A Taesa é nome menos preferido; ação oferece taxa interna de retorno abaixo da média.

 

Analistas querem a privatização da Sabesp

A notícia do interesse do grupo China Railway Construction Corporation em adquirir uma substancial parte da Sabesp motivou os investidores, o que provocou uma alta de mais de 3% na cotação das ações da maior companhia brasileira de tratamento de água e de esgoto, além de várias opiniões favoráveis à transação. Surpreendentemente, os analistas do Credit Suisse abandonaram momentaneamente o acompanhamento do setor imobiliário para concluir que as conversas para uma possível parceria ou aquisição de uma participação na empresa poderiam ser um passo inicial para a privatização ou a retomada dos estudos que visam a venda ou capitalização da empresa pelo governo de São Paulo, que é ainda é o controlador de 50,3% do capital da empresa.

Nos dois cenários, a Sabesp será beneficiada pelo novo acionista, melhorando a eficiência e provocando melhores retornos, aliado a uma melhor governança, ou seja, menor interferência no processo tarifário, estrutura de capital otimizada e política de dividendos, entre outras medidas. Como o novo marco do saneamento em debate no Congresso, o potencial de alta será maior no caso de privatização contra a capitalização e esperam que o governo de São Paulo se concentre na estrutura de privatização.

 

Cemig tem novo presidente

O economista Reynaldo Passanezi Filho tomou posse como presidente da Cemig. Graduado em Economia pela USP e em Direito pela PUC-SP, trabalhou em empresas do setor elétrico, como na ISA CTEEP, e foi assessor do conselho de desestatização do Estado de São Paulo.

 

BTG reduz participação na Taurus

O BTG Pactual WM Gestão de Recursos reduziu sua participação na Taurus Armas e passou a deter cerca de 1,7 milhão, ou 4,05%, das ações preferenciais da companhia. A gestora possui 500,5 mil de ações ordinárias, equivalente a 1,08% do capital e 423,4 mil bônus de subscrição.

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