Analistas norte-americanos estão querendo se tornar pessimistas

Estão alertando os investidores em busca de oportunidades para os riscos do vírus e preocupação com as previsões de lucro.

Acredite se Puder / 18:59 - 6 de jul de 2020

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Os departamentos de análises de alguns grandes bancos norte-americanos passaram a adotar uma posição mais pessimista, alertando os investidores em busca de oportunidades para os riscos do vírus e preocupação com as previsões de lucro, que consideram que, estavam até o momento, excessivamente otimistas. No último relatório do Citi, o estrategista chefe Robert Buckland alerta que os retornos globais em renda variável serão limitados e as ações ainda estarão próximas dos níveis atuais daqui a 12 meses. Alega também que o impulso dos US$ 6 trilhões em flexibilização quantitativa global deve compensar o impacto econômico causado pelo aumento dos casos de Covid-19 e reconhecem que combater o Fed é uma tarefa ingrata, reconhecendo que os bancos centrais já conduziram uma reclassificação muito significativa das ações globais. Entre diferentes regiões acionárias, a equipe do Citi considera que ainda estão em compra os mercados emergentes e os EUA, neutros em Reino Unido e Europa e venda no Japão e na Austrália.

O interessante é a estratégia que as grandes instituições estão adotando. Os estrategistas do JPMorgan Chase compartilham da opinião do Citi e colocam em seu relatório que o risco-recompensa para as ações não é atraente no segundo semestre de 2020, pois o desempenho da renda variável deve ficar aquém dos títulos e dinheiro. Porém, temem as políticas fiscais e monetárias no mundo todo permaneçam e que os riscos de uma segunda onda do virus não afete a recuperação para a recuperação econômica adotam uma política dúbia ao insistirem que “não buscaríamos mercados mais altos do que os níveis atuais”.

 

Cogna sobe 11% por causa do IPO da Vasta

As ações da Cogna chegaram a subir 11% no pregão desta segunda-feira, mas terminaram com uma alta de 6,25%. Não mantiveram a alta, pois foi baseada num motivo ridículo: o pedido da Vasta Plataform, da Cogna Educação (antiga Kroton), para fazer uma oferta inicial de ações na Nasdaq, exclusivamente no exterior. Também ficou definido que a Soma Educacional passará a ser integralmente controlada pela Vasta. A plataforma vai consolidar as atividades do grupo relacionadas a soluções educacionais e digitais voltadas a escolas particulares que operam no segmento de educação básica. O pior é que isso foi uma notícia velha, pois na última teleconferência de resultados, o CEO da Cogna Rodrigo Galindo havia dito que a empresa estava aguardando o momento certo para prosseguir com a oferta; também disse que o IPO financiaria potencial atividade de fusões e aquisições.

 

Oceanair pede falência, Covid não foi culpada

A pandemia pode ter ajudado a agravar a difícil situação da Oceanair Linhas Aéreas, também conhecida como Avianca Brasil, que pediu falência à Justiça Brasileira, por não ter condições de cumprir o plano de pagamento da dívida de cerca de R$ 2,7 bilhões. A companhia estava em recuperação judicial desde 2018 e, desde 2019, tentava renegociar suas dívidas em maio daquele ano, a Agência Nacional de Aviação Civil suspendido os voos da companhia em território nacional, por temer falta de capacidade da empresa para realizar suas operações com segurança. Em novembro, o escritório de administração judicial Alvarez & Marçal, responsável por acompanhar e mediar o plano de recuperação da Oceanair, recomendou que a companhia decretasse a falência, alegando que não vislumbrava condições para a retomada da empresam, por considerar que os rumos tomados pela recuperanda parecem tornar inviável a manutenção da recuperação judicial, em face do completo esvaziamento da atividade empresarial. A Avianca Holdings distribuiu nota afirmando que a Avianca Brasil (Oceanair) é uma empresa independente e não está relacionada à AVH e suas subsidiárias.

 

Credit Suisse: construção e shoppings

Em 2007, os analistas do Credit Suisse erram muito nas análises do setor de construção. Agora, retornaram à cobertura desse setor, E de saída já avisam que existe um demanda reprimida aliada a crédito mais barato e preço ainda baixos e essa combinação permite um cenário de recuperação das vendas. E avisam que “os players de média renda nos parecem melhores posicionados para o novo ciclo e com um maior potencial de crescimento”. Será? Escolheram a Cyrela como a “top pick”, recomendando a compra e preço-alvo de R$ 32. Estão com a mesma recomendação os papéis da Evenm preço-alvo de R$ 16, Moura Dubeux, R$ 12,50 e Direcional, R$ 20. Já os papéis da Eztec (R$ 49), MRV (R$ 21,50) e Tenda (R$ 37) receberam a classificação “neutra”. A única empresa com recomendação venda foi a Tecnisa (R$ 14,50).

E se revelam confusos nas análises dos shoppings centers, acreditando que o ambiente de juros mais baixos vai tornar os retornos do setor de shoppings mais atrativo. Bom, na linha seguinte dizem que “no curto prazo a visão para o setor deve permanecer negativa, pois as vendas e os aluguéis só devem retornar aos níveis de 2019 em 2022, mas acreditamos que a tese de longo prazo continua intacta”. O banco iniciou a cobertura de Multiplan já como “top pick”, com uma recomendação de compra e preço-alvo de R$ 28. A mesma classificação para a Iguatemi também é de com preço-alvo de R$ 45. . No caso de BR Malls e BR Properties, a recomendação é “neutra, com preços-alvos de, respectivamente, R$ 12,60 e R$ 11,30.

 

Ladrão de cadastro ataca Hapvida

A Hapvida comunicou à CVM ter sido vítima de violação de segurança cibernética, mas o acesso não autorizado foi rapidamente interrompido. As informações potencialmente acessadas incluem somente dados cadastrais e não houve acesso a prontuários médicos ou informações financeiras.

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