A maioria dos analistas acredita que a disputa entre as operadoras móveis ficará maior com o início das operações de terceira geração e somente os consumidores é que sairão ganhando. Por enquanto, apenas Claro e Telemig Celular podem iniciar as operações, pois possuem acesso ao sistema por terem freqüência de 850 Mghz. As outras terão de esperar o leilão marcada para o dia 18 de dezembro para obter freqüências de 1,9 GHz e 2,1 GHz e ter cobertura nacional de 3G. Para a analista da corretora Ativa Luciana Leocádio, as operações “vão aumentar ainda mais a competição do setor, principalmente de banda larga, com pressão nos preços e no market share”. Segundo ela, o 3G é “um produto interessante, mas não altamente competitivo em relação ao que já foi divulgado até hoje”, ponderou. E acredita que somente o consumidor saíra ganhando, pois terão mais opções para a escolha do provedor de banda larga e terão subsídios na aquisição dos celulares.
Os especialistas da corretora Planner, por seu turno, acham que este poderá ser um problema para as operadoras, em relação ao seu desempenho operacional, o que já ocorre atualmente, com os subsídios pressionando as margens, já que os novos aparelhos têm mais comandos, exigem tecnologia mais elevada e são mais caros. Ressaltam, no entanto, que, com um bom planejamento de marketing, as vendas serão alavancadas, também por conta da entrada de novos produtos. A receita de comunicação de dados, que já tem uma boa margem sobre a receita líquida e a receita total das companhias, também deverá ser elevada. E as empresas que estão saindo na frente terão mais vantagens em relação às concorrentes.
Os técnicos do Banif Banco de Investimentos não escondem uma certa dose de pessimismo ao afirmar que não visualizam um bom futuro para as operadoras de celulares, pois haverá forte concorrência, elevados investimentos para a implantação dos serviços 3G e margens reduzidas. E apontam que as margens das empresas que atuam no Brasil estão entre 22% e 25%, contra 38% e 40% na Europa. A tecnologia 3G existe desde 2001 e, no final deste ano, dos 3 bilhões de aparelhos de telefonia móvel no mundo, 10% tinham tecnologia, com 134 milhões de assinantes.
Rodoanel não influência CCR e OHL Brasil
As novas regras para o leilão do Rodoanel de São Paulo são neutras para as ações da CCR e OHL Brasil, pois já eram esperadas, devido às agressivas ofertas alcançadas no leilão de concessões rodoviárias federais, na opinião dos analistas da Ativa Corretora. Eles ressaltam que ainda não conseguem prever o impacto na receita esperada para o trecho com a menor tarifa, visto que não foi definido o número de praças de pedágio e por isso será revista a estimativa de tráfego, mas esta é mais uma oportunidade de crescimento de portfólio para as empresas, que analisarão as alterações, porém não acreditam em mudança de interesse pela licitação.
Finalmente Marfrig comprou
A Marfrig concluiu os processos de auditoria e formalizou a aquisição da empresa controladora de 70,51% das ações da argentina Quickfood, pelo valor de US$ 140,88 milhões, e para aquisição a da empresa controladora de 100% das ações da uruguaia Establecimientos Colonia, por US$ 85,53 milhões.
Resultado trimestral da Unipar surpreendeu
Os resultados operacionais obtidos pela Unipar no terceiro trimestre superaram as expectativas dos analistas da Fator Corretora, pois houve crescimento nas margens operacionais em período de aumento nos preços do petróleo e da nafta. Assim, o custo de produção menor no período foi o principal ponto positivo do resultado. Alem disso, a companhia contabilizou receita não operacional e não recorrente em função do recebimento de multa ao consórcio construtor da Rio Polímeros. Os técnicos da corretora estão prevendo um reflexo positivo no preço das ações da Unipar.
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