Anatel é uma mãe

O Índice de Serviços de Telecomunicações (IST), criado ano passado pela Anatel, teve alta de 0,28% em março e acumula variação de 0,86% no primeiro trimestre. O IST, que vai reajustar as contas de telefonia fixa, foi uma benção para as concessionárias: o índice anterior, o IGP-DI, acumula no ano alta de apenas 0,21%. Em 12 meses, a variação do tradicional índice, que desde 1998 garantiu generosos aumentos para as empresas de telefonia, é negativa: 0,29%. Ou seja, se o reajuste fosse hoje, e pelo critério antigo, o consumidor veria a tarifa diminuir.

Mais TI
O orçamento das empresas atacadistas e varejistas no Brasil investimento em tecnologia da informação (TI) deverá ficar 14% maior em 2006 em relação ao ano passado. Os gastos serão feitos, principalmente, em soluções de gestão (ERP), segurança e sistemas de VoIP (telefonia pela Internet), informa a empresa de consultoria IDC no estudo Brazil IT Investment Trends: Commerce 2006.

Minoria
O líder da minoria na Câmara, deputado José Carlos Aleluia (PFL-BA),  exprimiu, esta semana, sua indignação com o fato de, nos últimos três anos, o repasse de verbas públicas para associações de apoio ao MST e outros movimentos de sem-terra terem passado de R$ 8 milhões para R$ 25 milhões. Como Aleluia, é líder da minoria e não da maioria, talvez seja compreensível entender sua indignação seletiva.
Fosse defensor das maiorias, poderia vociferar contra o fato de o Banco do Brasil anunciar que destinou R$ 5 bilhões para apenas dez empresas multinacionais que monopolizam as principais atividades agrícolas do país -Bunge, Cargill, Monsanto, Nestlé, Danone, Basf, ADM, Bayer, Sygenta e Norvartis – e cinco outras transnacionais do setor de celulose. O dinheiro destinado a essas 15 empresas é o mesmo valor destinado pelo Programa de Agricultura Familiar (Pronaf) a 4 milhões de pequenos agricultores.

Leão parado
Os auditores fiscais da Receita Federal de todo o país realizam assembléia nesta quinta-feira e poderão decidir pela deflagração de uma greve por tempo indeterminado a partir da semana que vem, após cinco meses de infrutíferas negociações com o governo. De acordo com a presidente do Unafisco no Rio de Janeiro, Vera Teresa Balieiro, a greve só ocorrerá em razão da falta de negociação por parte do governo. A esperança de uma audiência com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, acabou na noite desta quarta-feira.

Acadêmico
O secretário de Energia do Rio de Janeiro, Wagner Victer, foi empossado na Academia Nacional de Economia (ANE). Integram o Conselho Supremo da academia, fundada em 1944, o embaixador Marcílio Marques Moreira, o ex-ministro da Fazenda Pedro Malan, o arquiteto Oscar Niemeyer e o professor Carlos Lessa, ex-presidente do BNDES.

Especial
Receber reclamações e esclarecer dúvidas dos deficientes físicos ficará mais fácil com o ônibus itinerante que a Comissão de Defesa da Pessoa Portadora de Deficiência da Assembléia Legislativa do Rio inaugura nesta quinta. O ônibus é o primeiro do Brasil totalmente adaptado, com rampas de acesso e banheiro especial.

Casa de enforcado
O Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro cobra coerência dos donos de jornais que apontam irregularidades de políticos que aceitam doações de empresas com endereços falsos. Segundo a entidade, muitos desses denunciantes praticam em casa o que denunciam na rua. Ao mesmo tempo que se escandalizam com práticas supostamente ilegais, buscam maquiar o descumprimento de obrigações fiscais e trabalhistas obrigando funcionários a abrir empresas, não raro com endereço fictício, para terceirizar a mão de obra, burlando a CLT, com a contratação de pessoas jurídicas (PJs).

Gás extra
A CEG – operadora de gás do Estado do Rio de Janeiro – parece ter encontrado no processo de conversão do produto uma importante oportunidade de ganho marginal. Para fazer a troca, a empresa faz exigências, no mínimo, pouco ortodoxas. A empresa chegou a exigir de um proprietário que a porta do banheiro tenha um espaço de 3 centímetros entre o chão e a madeira para permitir a circulação de ar. A exigência soaria razoável, se na residência não morasse uma única pessoa – unidade unifamiliar, na linguagem do IBGE – que, por óbvio, mantém a porta aberta o tempo todo. Embora a CEG não exija ser a autora das modificações que exige, muitos usuários acabam optando pelos serviços da empresa.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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