Sobre a alteração na política nacional sobre drogas no Brasil, a diretora-executiva da Anistia Internacional, Jurema Werneck disse:
"Vemos com profunda preocupação a alteração na polícia nacional sobre drogas no Brasil, que adota uma abordagem punitiva e proibicionista, em vez de medidas que priorizem a redução de danos, o enfoque na saúde pública e nos direitos humanos", pontua.
"A abordagem da abstinência como solução não está amparada em investigação científica ou em melhores práticas de saúde, e já se revelou ineficaz em outros momentos. Essa decisão abre espaço para violações de direitos, como práticas de tortura, privação de liberdade e tratamentos cruéis, sem consentimento dos pacientes. A política definida também prevê o fortalecimento de "comunidades terapêuticas", quem têm enfoque religioso por meio de investimentos de recursos públicos, com baixa fiscalização e denúncias de práticas que violam direitos.
"A Anistia Internacional recomenda que a política nacional sobre drogas no Brasil tenha como foco o respeito e a proteção dos direitos humanos, incluindo o acesso a serviços de saúde e redução de danos", afirmou Jurema Werneck, diretora-executiva da Anistia Internacional no Brasil.
Para Henrique Carneiro, historiador e ativista da legalização do consumo das substâncias ilícitas, também aponta o lobby fundamentalista religioso como beneficiário das intenções do presidente da República e sua equipe, uma vez que as chamadas "comunidades terapêuticas" costumam ter ligações com Igrejas.
"É uma maneira de desviar recursos públicos para uma finalidade privada e ainda por cima confessional. Em vez de fortalecer os Centros de Atendimento Psicossocial para Álcool e Drogas Caps) e seu trabalho especializado, uma psicoterapia efetivamente profissional, multifacetada, opta-se por verdadeiros centros irregulares de internação e violação de direitos humanos, como já comprovado pelo Conselho Federal de Medicina".
Com informações do Correio da Cidadania
















