Os resultados da indústria de petróleo e gás começam a aparecer em 2024 e 2025, com o pico da produção acontecendo em 2030 e 2031. A afirmação é do diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo e Gás (ANP), Décio Oddone, ao participar nesta quinta-feira do evento Rio em Debate, criado para debater o crescimento e a recuperação do Rio de Janeiro, tendo o gás natural como tema central para o desenvolvimento do Estado.
“A retomada da indústria de petróleo e gás no Brasil está contratada. O que nós vamos ver é a magnitude e o impacto das contratações que já foram feitas”, sublinhou Oddone. Com relação ao mercado de gás, ele destacou que as mudanças vêm sendo represadas. “Não tenho dúvidas de que a abertura vai acontecer. O destravamento do mercado de gás terá consequências importantes para a indústria. Por exemplo, o Rio tem um enorme potencial para a instalação de novas indústrias petroquímicas que utilizem o gás do pré-sal, cujo volume é imenso", disse.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), atualmente, a demanda nacional de gás é de 80 milhões de metros cúbicos por dia, sendo que a produção interna é de 50 milhões de metros cúbicos/ dia. Outros 23 milhões de metros cúbicos são importados da Bolívia e ainda se faz necessário o uso de aproximadamente 7 milhões de metros cúbicos de GNL.
















