A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulga hoje a lista de planos de saúde que terão a venda temporariamente suspensa devido a reclamações relacionadas a cobertura assistencial. A medida faz parte do Monitoramento da Garantia de Atendimento, que acompanha regularmente o desempenho do setor e atua na proteção dos consumidores. Nesse ciclo, a ANS determinou a suspensão de 12 planos de seis operadoras devido a reclamações efetuadas no quarto trimestre.
A proibição da venda começa a valer no próximo dia 22. Ao todo, 83.286 beneficiários ficam protegidos com a medida, já que esses planos só poderão voltar a ser comercializados para novos clientes se as operadoras apresentarem melhora no resultado no monitoramento.
Além das suspensões, a agência também divulga a lista de planos que poderão voltar a ser comercializados. Nesse ciclo, 11 planos de quatro operadoras terão a venda liberada pelo Monitoramento da Garantia de Atendimento.
O anúncio de que grandes marcas da saúde suplementar como Amil e Sulamerica estão fazendo mudanças de controle está movimentando o mercado e preocupando os milhões de beneficiários de planos de saúde. Mas que garantias os consumidores têm neste cenário? A portabilidade pode ser uma alternativa para eles, alerta a Associação Nacional das Administradoras de Benefícios (Anab).
O recurso permitido pela ANS permite a mudança de plano sem a necessidade de novos prazos para utilização dos serviços. No caso de quem possui um plano de saúde individual, a modalidade coletivo por adesão pode ser uma alternativa para garantir acesso a produtos com ampla rede de cobertura. Desde 2021, o interesse pelo exercício da portabilidade tem crescido. De acordo com a ANS, em mais de 42%.
“Ter plano de saúde hoje é um dos maiores desejos de consumo do brasileiro, atrás apenas da casa própria e de educação. Enquanto o número de novos usuários cresce, vemos também uma parcela de pessoas que buscam uma solução para manter o plano, especialmente em virtude do preço. O guia da Anab chega para mostrar ao consumidor que ele tem direito à portabilidade e que ela pode ser uma alternativa para reduzir valores e alinhar uma cobertura mais adequada às necessidades”, explica Alessandro Acayaba de Toledo.
O guia foi dividido em sete capítulos. Com uma linguagem didática, o consumidor vai entender o contexto legal da portabilidade, as vantagens para quem decide aderir, orientações para análise de caso, passo a passo do procedimento e dicas sobre segurança de dados. O material traz ainda um capítulo de orientações financeiras para quem deseja colocar as contas em dia com o dinheiro economizado no plano.
Desde o início da pandemia, as operadoras de planos de saúde criaram ao menos 40 portfólios de produtos para atender as demandas do consumidor. A Anab representa as empresas que fazem a gestão e comercialização de planos de saúde coletivos, aquela em que o benefício é vinculado a alguma empresa ou entidade de classe a que o consumidor pertença. De acordo com a ANS, há 168 administradoras de benefícios cadastradas no país.
Levantamento da Anab aponta que, nos últimos nove anos, quem tinha uma administradora de benefícios na gestão do plano de saúde pagou R$ 6,6 bilhões a menos de reajuste das operadoras. Esse valor representa a diferença entre o pedido pelas operadoras para o reajuste anual e o efetivamente cobrado dos clientes das administradoras de benefícios após a atuação dessas empresas na negociação em prol dos consumidores. Uma redução de 54%, gerando uma economia mensal por beneficiário de R$ 131.

















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