BRASIL TELECOM
A empresa durante este ano vem passando por uma reestruturação societária.
Em 28 de Fevereiro de 2000 a companhia, então denominada Telecomunicações do Paraná S/A, incorporou as demais operadoras de telecomunicações da Região II do Plano Geral de Outorgas todas pertencentes à mesma sociedade controladora, a Brasil Telecom Participações S/A, cujo denominação era Tele Centrosul Participações S/A . As sociedades incorporadas foram as seguintes: Telesc, Telebrasília, Telegoias, Telemat, Telems, Telerom, Teleacre e CTMR.
A partir do mês de maio de 2000, adotou sua atual denominação social, Brasil Telecom S/A, com sua sede sendo transferida para Brasília (DF) deixando uma Filial em Curitiba (PR), endereço anterior da sede.
No dia 31 de Julho de 2000 a companhia e sua Controladora, a Brasil Telecom Participações S/A adquiriram a totalidade do Capital Social da TBS Participações, titular de 85,19% do capital ordinário e 31,6% do Capital total da companhia Riograndense de Telecomunicações S/A (CRT).
A empresa possui uma Planta de 7.071 mil LES com Teledensidade de 18,3 LES/100 habitantes.
O número consolidado de Linhas instaladas em 30/09/2000 era de 7.775 mil. A taxa de utilização consolidada ao final do terceiro de 2000 era de 90,9%.
Ao final do terceiro trimestre deste ano 69,8% do total consolidado das LES eram residenciais, com o número consolidado de telefones públicos/1000 habitantes ao final do terceiro trimestre de 2000 atingindo 5,0, e o número consolidado de telefones públicos em serviço 194,6 mil.
A receita bruta consolidada nos nove primeiros meses de 2000, incluindo a receita da CRT nos meses de agosto e setembro de 2000 foi de R$ 3.843,4 milhões.
A composição da receita bruta foi a seguinte: serviço local 43,2%, telefonia pública 4,3%; serviço de longa distância 13,1%; chamadas inter-redes 17,7%; inter conexão 12,2%; cessão de meios 3,7%; comunicação de dados 3,1%; serviços suplementares e de valor adicionado 1,8% e outras 0,9%.
As despesas com o programa de desligamento incentivado (PDI) nos nove meses deste ano totalizaram R$ 80,7 milhões, sendo R$ 21,6 milhões da CRT.
O Ebitda alcançou R$ 1.373,8 milhões, com a margem Ebitda acumulada de 47,8%. O resultado financeiro consolidado foi negativo em R$ 117,5 milhões, sendo R$ 126,3 milhões de receita e R$ 243,8 milhões de despesa (incluem R$ 133,8 milhões de juros sobre capital próprio).
A dívida líquida consolidada em 30/09/00 era de R$ 2.167,7 milhões, com a dívida total alcançando R$ 2.474,0 milhões, sendo 86,3% no curto prazo. O índice de endividamento (dívida líquida/patrimônio líquido) foi de 35,5%.
A empresa pretende antecipar para agosto de 2001 o cumprimento de todas as nove metas de desempenho estabelecidas para 2003 pela Anatel.
A companhia vai solicitar à Anatel licença para operar nas Bandas C, D e E quando tiver cumprido 100% das metas, devendo antecipar investimentos da ordem de R$ 4 bilhões, sendo que R$ 1,2 milhão do seu caixa, R$ 1,2 bilhão financiado pelo BNDES e o restante da geração de caixa prevista para o ano que vem.
O Grupo Brasil Telecom Participações desfruta de sólida estrutura patrimonial, com confortável situação financeira, grande potencial de mercado e boas perspectivas de resultados operacionais favoráveis. Desperta atratividade como investimento.
Por Carlos Antonio Magalhães
Diretor da Sirotsky & Associados














