Análise empresas: Plascar

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A sociedade e sua controlada tem como objetivo principal a industrialização e comercialização de partes e peças de acabamento interno e externo para a indústria automobilística.
À partir de 1997, a indústria automotiva apresentou forte redução na produção, tendo o seu ponto mais crítico em 1999, quando o setor automotivo como um todo, incluindo-se o de autopeças, sofreu forte retração de demanda.
Em 2000, com a volta do crescimento econômico no país e a nova realidade cambial, o segmento voltou a apresentar crescimento.
A empresa, desde 1999, é fornecedora do painel de instrumentos do Gol, Geração III, que antes era produzido pela própria montadora.
Nos últimos três anos, os seus resultados operacionais apresentaram o seguinte quadro:
(R$ 1000)

31/12/1997 31/12/1998 31/12/1999
Receita Líquida Vendas 168.190 169.601 182.616
Lucro Líquido 10.500 (9.972) (54.403)

Nos nove primeiros meses do exercício de 2000, a empresa voltou a apresentar péssimo desempenho, com prejuízo líquido de R$ 31.857 mil (prejuízo de R$ 23.030 mil nos nove primeiros meses de 1999).
Em 30/09/2000, os empréstimos e financiamentos alcançaram o montante de R$ 66.027 mil, sendo 93,4% no curto prazo.
A companhia apresenta estrutura patrimonial fraca, com endividamento elevado e desequilibrado (quase tudo no curto prazo). Com relação aos resultados operacionais, o seu histórico é muito ruim.
Em bolsa, suas ações desvalorizaram 52,4% em 2000, e 4,6% em 2001.
No momento sem atratividade como investimento.

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Por Carlos Antonio Magalhães
Diretor da Sirotsky & Associados

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