Análise Manasa

Suas atividades compreendem o plantio, a extração, a industrialização, o comércio e a exportação de madeira.
Suas controladas diretas são a Frutasa – Produção e Comércio Ltda., a Manasa – Morro Verde Florestal S/A e a Manasa Agro Florestal S/A, que atuam na exportação e reflorestamento de Pinus. A atividade industrial é exercida pela coligada Samco Indústria e Comércio Ltda.
Em 1999, os preços (em reais) dos produtos beneficiados de madeira voltados para exportação tiveram um aumento, apesar da redução ocorrida no segundo semestre. Esta diminuição se deve ao excesso da oferta de produtos oriundos do Chile e Nova Zelândia.
A coligada Samco apresentou lucro de R$ 1.243 mil, tendo como razões: o bom volume de vendas, as melhorias na estrutura industrial de beneficiamento e a contratação de técnicos especializados.
O resultado da receita bruta de vendas e do lucro líquido da Manasa, nos três últimos exercícios, foi:

31/12/97 31/12/98 31/12/99
Receita bruta de vendas 10.198 5.218 11.128
Lucro/prejuízo do exercício (4.147) (17.408) (3.926)

O total das obrigações com instituições financeiras em 31/12/99 atingiu o montante de R$ 58.260 mil, sendo 29,2% no curto prazo, enquanto o patrimônio líquido na mesma data alcançava R$ 17.694 mil.
No primeiro semestre deste ano, a empresa deu continuidade à política de melhoria das condições das florestas, bem como a manutenção e ampliação das estradas de acesso às mesmas. Para isso, a companhia utilizou modernas técnicas, sistemas e métodos de reflorestamento.
As receitas aumentaram 62% e o volume de vendas evoluiu 42% no segundo trimestre deste ano (comparadas ao mesmo trimestre do exercício anterior), decorrentes de contratos de suprimento de toras para a Samco, empresa coligada, essencialmente exportadora.
O resultado operacional foi positivo neste semestre, porém o líquido foi negativo, tendo encerrado o trimestre com prejuízo líquido de R$ 388 mil, devido aos créditos tributários apurados sobre o saldo de prejuízos fiscais e diferenças temporárias.
A estrutura patrimonial é fraca, com nível de endividamento elevado e um histórico de fracos resultados operacionais.
A companhia possui prejuízos fiscais e base de cálculo negativa de contribuição social, gerados substancialmente em 1992, 1993, 1996, 1997, 1998, 1999,1º e 2º semestres de 2000, sujeitos à compensação com lucros tributáveis futuros, conforme legislação tributária em vigor.
Em bolsa, suas ações valorizaram 500% em 1999.
Não desperta atratividade no momento, devido aos fracos resultados que vem obtendo.

Por Carlos Antonio Magalhães
Diretor da Sirotsky & Associados

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