Anvisa reprova Sputnik V

A importação da vacina Sputnik V foi reprovada, nesta segunda-feira, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o combate à pandemia de covid-19. Segundo os gerentes, existe uma falta de documentos para a aprovação. Além disso, eles falaram sobre os possíveis riscos da vacina russa à saúde.

O diretor Alex Machado Campos, que votou pela “não autorização dos pedidos de importação e distribuição da vacina Sputnik V”, e que é relator das solicitações, disse que seu posicionamento “é uma fotografia do momento”, podendo ser alterado com o eventual surgimento de novos documentos e evidências sobre o imunizante.

Estados

O governador do Ceará, Camilo Santana (PT), informou, em 12 de abril, que iria solicitar ao STF a liberação de 5,87 milhões de doses da vacina Sputnik V pela Anvisa. Nas redes sociais, o governador afirmou que “a Sputnik V já é utilizada em cerca de 60 países, com eficácia de 91,6%. Iremos a todas as instâncias possíveis para que as vacinas que adquirimos cheguem o mais rápido possível para imunizar nossa população”.

O estado oficializou a compra das 5,87 milhões de doses no dia 19 de março junto ao Fundo Soberano Russo. A compra fez parte de um acordo do Consórcio Nordeste, formado pelos nove estados da região nordeste, que estabeleceu a compra de 39 milhões de doses da Sputnik V. A compra também foi autorizada pela Assembleia Legislativa do Ceará e pelo STF, em caso de descumprimento do Plano Nacional de Imunização (PNI), do Ministério da Saúde.

Com o atraso da análise pela Anvisa, o Brasil vai perder 2 milhões de doses da Sputnik V que chegariam ao Brasil até o fim do mês. Segundo o governador do Piauí, Wellington Dias, “infelizmente, o Brasil vai perder a oportunidade do recebimento do lote de abril da vacina Sputnik V. A demora da licença de importação se deve à burocracia por parte da Anvisa e à burocracia de exigências que não estão previstas na lei. A lei prevê que seja apresentada a certificação por uma agência reguladora internacional. Isso foi feito pelos estados e ainda temos a exigência de uma série de outros documentos”.

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), também comprou a vacina russa. Porém, a Anvisa relatou que tinha ausência de documentos e que inconsistências impossibilitavam a análise do “risco-benefício” da vacina.

A Sputnik V utiliza tecnologia de vetor viral: um outro vírus, denominado cientificamente como adenovírus, carrega o material genético do Sars-CoV-2 para dentro do corpo humano, o que estimula a infecção de células humanas, e consequentemente de anticorpos, mas sem a reprodução do vírus. Por isso, não causa doença.

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