Ao lado

Há muita especulação de que o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB),  demorou a aparecer após a catástrofe em Angra dos Reis porque estaria no exterior. Cabral disse que estava pertinho, em Mangaratiba, cidade que também fica na Costa Verde do estado. O governador falou a verdade. Às 17h de sexta-feira, dia 1º, recebia para animado bate-papo 35 convidados que estavam hospedados no Hotel Portobello – no condomínio vizinho, Cabral tem uma belíssima casa. Entre os convivas, o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão. A conta da hospedagem teria sido bancada pelo próprio Cabral, pessoa física.

Ocultos
O ex-prefeito do Rio Cesar Maia estranhou a ausência de “três importantes dirigentes públicos” na tragédia de Angra: “O governador Sérgio Cabral apareceu depois de 24 horas dos fatos. No entanto, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que, por tantas vezes apareceu falando aos quatro ventos sobre a defesa ambiental de Angra dos Reis e, em especial da Ilha Grande, continua desaparecido”, escreveu Maia em seu Ex-blog desta segunda-feira. “A outra desaparecida é a secretária estadual de Assistência Social, Benedita da Silva.”

Flexibilização
“E sobre o Decreto 41.921, de (Sérgio) Cabral, que flexibilizou as regras de ocupação da Ilha Grande (APA-Tamoios), nem Cabral, autor do mesmo, nem o ministro de Meio Ambiente, nem a secretária estadual de Meio Ambiente têm nada a dizer?”, indaga Cesar Maia.

A primeira vez
Não se sabe se foi a chefia menos rígida do plantão de fim de ano ou se a força da tragédia de Angra dos Reis acabou se impondo a relações institucionais, mas, pela primeira vez, a blindagem devotada por um “jornalão” carioca ao governador do Rio, Sérgio Cabral, trincou. Embora diferentemente de alguns antecessores considerados inimigos da casa, como Brizola e Garotinho, tenha faltado uma foto de Cabral sorridente na capa, o registro da ausência do peemedebista no auxílio às vítimas das tragédias assinala uma flexibilização da couraça que separava o governador de todas mazelas que se abatem sobre o estado.

Junta
A Junta Comercial do Rio (Jucerja) começou o ano inaugurando um novo prédio, na Rua Sete de Setembro, no Centro da capital e que funciona como mais um protocolo, para entrada em processos de abertura de empresas, MEI, solução de dúvidas, informações, entre outros serviços.

Privatizar é…
Cerca de 12 anos depois da privatização do setor, as teles ainda continuam surpresas com a quantidade de brasileiros que recorrem ao celular para falar com parentes e amigos na virada do ano. Como em toda meia noite do dia 31 de dezembro, esse gesto exigiu um forte exercício de paciência.

Pacificação
Bandidos em fuga da favela do Pavão-Pavãozinho – uma das que receberam Unidade de Polícia Pacificadora (UPPs) – em Copacabana, no Rio, no sábado à noite, deixaram à flor da pele os nervos dos policiais militares que patrulhavam o bairro. Motoristas que saíam do Túnel Sá Freire Alvim, que liga as Ruas Barata Ribeiro e Raul Pompéia, davam de cara com um PM com um fuzil apontado para o interior os carros.

Casa nova
A Nova Cedae, companhia de saneamento do Rio de Janeiro, inaugura nesta terça-feira as novas instalações do Centro de Processamento de Dados. O novo CPD contempla requisitos de governança corporativa, exigidos de empresas com capital aberto, rumo que a estatal planeja trilhar. As novas instalações proporcionam “significativa redução de custos, já que a transferência para imóvel próprio possibilitou a desativação de um prédio inteiro alugado para este fim”, afirmou o presidente da Cedae, Wagner Victer.

Livros novos
Não é a única nem a mais importante ação da Cedae para abertura de capital. A estatal fluminense está mudando seu sistema contábil, para se adequar aos padrões internacionais. Além disso, trocou de auditoria.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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