Ao léu

Causadora de constrangimento para muitos dos integrantes da nata do Produto Interno Bruto (PIB) do país, a lista dos grandes devedores da Previdência Social deixou de ser publicada pelo Governo Lula. A denúncia é do presidente da Associação Nacional dos Servidores da Previdência e da Seguridade Social (Anasps), Paulo César Regis de Souza, o qual sustenta que, depois da fusão das Secretarias da Receita Federal e da Previdência, a segunda “perdeu a capacidade de intervir” no processo de fiscalização: “Não sabemos se há fiscalização, cobrança , recuperação de crédito”, critica.

Especialistas no atraso
“É fundamental fugir da especialização regressiva.” O alerta é do pesquisador Miguel Bruno, do Ipea, ao comentar levantamento da FGV, segundo o qual a indústria planeja expandir neste ano sua capacidade instalada em 14,6% em média. “A indústria que vai crescer certamente é a voltada para commodities ou baseadas em escala, como a produção de automóveis. Setores de maior valor agregado estão de fora”, alerta. “Voltar a crescer é bom, mas não como vôo de galinha”, disse, acrescentando que o país precisa de câmbio competitivo e uma estratégia de desenvolvimento de longo prazo para atrair investimentos para a indústria de maior valor agregado.

Bens de consumo
Se confirmada a previsão da FGV de expansão de 14,6% na capacidade instalada da indústria, será o maior percentual registrado em oito anos. O setor de bens de consumo, que inclui imóveis e veículos, deve ter a maior expansão, com média de 16%, considerada a mais favorável dos últimos cinco anos. Os setores de bens de capital (máquinas e equipamentos) e bens intermediários (vestuário, calçados e alimentos) vêm a seguir, com previsões médias de 15,4% e 13,8%, respectivamente.

Entra, mas sai
Para o pesquisador Miguel Bruno, é preciso também verificar a qualidade do investimento estrangeiro direto (IED) que está entrando no país, já que em fevereiro a indústria retomou a liderança na absorção de ingressos brutos, tendo recebido US$ 938 milhões, correspondentes a 38,5% do total desses ingressos (US$ 2.437 milhões). “Esses recursos estarão engordando as remessas de lucros no futuro. Além disso, é preciso verificar quais setores os estão atraindo”, advertiu. Bruno está coordenando pesquisa no Ipea que vem revelando que o investimento no Brasil só cresce em setores de menor valor agregado.

Fora dos trilhos
O que mais a Metrô Rio precisa fazer para que os pré-candidatos ao governo do Estado do Rio de Janeiro Fernando Gabeira (PV), Anthony Garotinho (PR) e Sérgio Cabral (PMDB) – este concorrendo à reeleição – posicionem-se sobre a cassação ou não da concessão da empresa?

Para esquecer
Tudo bem que estréia não serve de parâmetro, mas o primeiro dia de implantação do corredor viário na Alameda São Boaventura conseguiu um feito e tanto: o cotidiano engarrafamento da hora do rush agora acontece a qualquer hora do dia. Situada em Niterói, a Alameda é importante ligação entre São Gonçalo e cidades próximas e a Capital. A idéia é reduzir o tempo que os ônibus – lotados de trabalhadores que moram nos municípios vizinhos ao Rio; mas, com a via completamente parada, o congestionamento se estendeu às estradas que desembocam na Alameda, e os ônibus não conseguiram chegar à seletiva.

Só para lembrar
O responsável pela proeza na Alameda São Boaventura é o secretário estadual de Transportes, Júlio Lopes, que já acumula no cargo a proeza de ver a falência dos sistemas de barcas, metrô e trem. Pelo menos no corredor viário em Niterói o tempo poderá ajudar a corrigir os problemas.

Abençoado
Uma curiosidade assalta o funcionalismo da Cidade do Rio de Janeiro: qual o motivo de um dos integrantes do primeiro escalão da administração do prefeito Eduardo Paes (PMDB) ser conhecido pela alcunha de Padre?

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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