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quinta-feira, janeiro 21, 2021

Ao vivo

As discussões das relações entre consumidores e bancos estão com alto ibope em países da Europa como Portugal e Alemanha. Reunindo banqueiros, industriais e advogados de associações de consumidores, as reuniões muitas vezes são transmitidas ao vivo pela TV. Estão surgindo coisas “do arco da velha” sobre a atuação da banca e sua relação com seus – teoricamente – clientes. Se a moda pega no Brasil…

Lula x PT
Desvinculadas de um projeto nacional e carentes de um programa que reconcilie a Casa com a nação, as candidaturas de Aldo Rebelo (PCdoB-SP) e Arlindo Chinaglia (PT-SP) à presidência da Câmara, no entanto, sintetizam poderosos esquemas de poder. Exceto na hipótese de se conceder credibilidade às aleivosias do PT de que Aldo é instrumento das oposições contra o partido, a sustentação da candidatura do presidente da Câmara se resume a uma palavra de quatro letras: Lula.
Para os que se perguntam sobre as razões do presidente de honra do PT para apoiar para o segundo posto na sua linha de sucessão a candidatura de um minúsculo partido parlamentar que, no essencial – ainda que respeitadas idiossincrasias e rituais singulares – tornou-se um satélite petista, a resposta deve ser buscada no projeto Lula.
Embora, dificilmente, teria chegado à presidência da República sem ter como suporte um partido que, por circunstâncias históricas, acabou por herdar longa tradição de lutas sociais, inclusive algumas com as quais não se identifica, Lula, ao chegar ao Planalto e adotar programa antagônico ao do partido, se chocou com parte importante da sua base social.
Seja via a prática de cevar a banca com lucros inimagináveis até por ela, seja por programas que qualificava de assistencialistas quando fora do poder, Lula vem, progressivamente, trocando sua base social pré-poder por apoios que, ainda que inorgânicos, são eleitoralmente relevantes.
Cada vez mais prisioneiro de Lula, o PT que, no auge da crise política, aceitou em silêncio pagar o preço mais alto do desgaste sofrido, agora se vê, já órfão de projeto, também cada vez mais apartado do seu principal nome eleitoral. A candidatura de Chinaglia, nessas circunstâncias, virou uma trincheira petista para, na ausência de um projeto nacional, se segurar num importante enclave de poder para adiar seu ocaso histórico e eleitoral.

Aceleração
As lojas independentes de vendas de veículos também surfaram na onda que inflou o setor automobilístico no final do ano passado. Em dezembro foram realizados 102.484 negócios, o que representa um aumento de 5,01% em relação a novembro. Em relação a dezembro de 2005, a alta foi de 40%, mesma proporção do aumento de vendas no ano, quando foram realizados 1.058.229 negócios. Setenta e quatro porcento das vendas foram financiadas, com prazo médio de 40 meses

Retroativa
Desde a semana passada, a Lei 11.441 possibilita a realização de inventário, partilha e divórcios consensuais sem precisar recorrer à Justiça. Mas, segundo o advogado Luciano Vianna, do escritório Ivan Nunes Ferreira Associados, o texto não é claro num ponto importante: “É se, em relação aos processos em curso, os herdeiros poderão ou não desistir da via judicial e optar pelo inventário extrajudicial”, afirma. “A meu ver, não há nada que impeça a aplicação dessa lei aos processos em cursos”, mas esse aspecto poderá gerar controvérsias”, completa.

Provisório eterno
Em tempos de novos-velhos factóides na área de segurança, a Força Nacional de Segurança (FNS) foi elevada à panacéia da vez. Que o diga o governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, que, entusiasmado com a experiência da FNS no seu estado, está prestes a solicitar o apoio da força pela terceira vez. As ações anteriores foram tão bem-sucedidas que exigem repetição recorrente da convocação da FNS.

Organização
Nos meios militares, a Força de Segurança Nacional é conhecida pelo nome mais simples de Forças Tabajaras.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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