‘Apagão’ no Facebook foi erro interno e não ataque informático

Whatsapp e Instagram são os aplicativos mais populares entre os brasileiros.

O Facebook excluiu a hipótese de que o “apagão” mundial dos seus serviços na segunda-feira, durante seis horas, tenha sido causado por um ataque informático e o atribuiu a um erro técnico interno. Em um blog da empresa o vice-presidente de Infraestruturas da rede social, Santosh Janardhan, afirmou que os serviços não ficaram inativos por atividade maliciosa. Foi por “um erro causado por nós próprios”, disse.

“Acredito que se o preço a pagar por maior segurança do sistema no dia a dia é uma recuperação mais lenta dos serviços, vale a pena”, disse Santosh Janardhan no blog.

A queda do Facebook e das demais aplicações levou o Telegram a receber mais de 70 milhões de novas adesões, informou o fundador da rede, o russo Pavel Dourov. O número de 70 milhões, em apenas um dia, levou Douruv a afirmar que foi “um aumento recorde no número de adesões” e que estava orgulhoso da equipe, que soube lidar com esse crescimento sem precedentes.

Na segunda-feira o serviço de mensagens Telegram passou de 56º para 5º lugar das aplicações gratuitas mais descarregadas nos EUA, segundo a empresa especializada SensorTower.

Fundado em 2013 pelos irmãos Pavel e Nikolai Dourov, que criaram anteriormente a popular rede social russa VKontakte, o Telegram disse que faz da segurança a sua prioridade e recusa-se geralmente a colaborar com as autoridades, o que levou a tentativas de bloqueio em alguns países, especialmente na Rússia.

Ontem, vários executivos do Facebook procuraram desmentir, a ex-empregada Frances Haugen, engenheira de dados, após o seu depoimento perante uma subcomissão do Senado dos EUA. O próprio administrador e cofundador da rede social, Mark Zuckerberg, defendeu a empresa das acusações: “No cerne dessas acusações está a ideia de que damos prioridade aos lucros em detrimento da segurança e do bem-estar. Isso simplesmente não é verdade”, disse, em um longo post em sua página na rede. O chefe do Facebook disse ainda que “muitas das acusações não fazem sentido” e que não reconhece “o falso quadro da empresa que está sendo pintado”.

“O argumento de que promovemos deliberadamente conteúdos que enfurecem as pessoas para obterem lucro é ilógico. Ganhamos dinheiro com a publicidade e o que os anunciantes nos dizem constantemente é que não querem que os seus anúncios apareçam ao lado de conteúdos que sejam prejudiciais ou que gerem raiva”, acrescentou.

Segunda edição do estudo Global Pre-Paid Index (GPI) da Ding aponta o Brasil como a nação amiga dos aplicativos e que tem alta confiança nas plataformas de mídias sociais. De acordo com a pesquisa, o alto nível de confiança nas plataformas de rede chega a 80%, com o país ocupando a quarta posição em todos os mercados apurados. Em relação aos aplicativos mais populares, o WhatsApp se destaca como o aplicativo mais usado no Brasil (85%). É seguido por Instagram (76%), Facebook Messenger (65%) e Netflix (60%). A pesquisa global, conduzida em setembro pela Ding, líder mundial em serviço de recarga de celular, examinou as opiniões de 6.250 entrevistados em oito mercados: Brasil, México, Índia, Indonésia, Filipinas, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Alemanha e Nigéria.

Independentemente da situação econômica, os celulares foram citados como a primeira coisa que os brasileiros não podiam passar um dia sem utilizar: a afirmação foi feita por sete em cada 10 entrevistados (68%). Isso é maior que falar com a família (54%), navegar nas redes sociais (42%) ou falar com amigos (26%).

O estudo também descobriu que os brasileiros continuam a ser uma das principais nacionalidades no mundo a enviar e receber recarga de amigos e familiares. Seis em cada 10 (59%) brasileiros enviaram ou receberam recargas pré-pagas nos últimos seis meses, com 29% enviando e 36% recebendo diariamente ou semanalmente.

A pesquisa apontou que 86% dos brasileiros utilizam o serviço pré-pago, atrás apenas da Arábia Saudita (89%), entre os países pesquisados. Isso é maior que os 82% que usam serviços pré-pagos no México, país relevante no mercado latino-americano.  As principais razões que os brasileiros citaram ao optar pelo pré-pago foi que isso os ajudava a fazer um orçamento melhor (37%) e que eles queriam pagar apenas pelo que usavam ou precisavam (35%).

 

Com informações da Agência Brasil, citando a RTP

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