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domingo, janeiro 17, 2021

Apagaram o Meirelles

Acostumado a desenhar cenários róseos sobre a economia tupiniquim, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, sofreu um breve choque de realidade. Ao discursar na solenidade de posse da seção de Brasília do Ibef, deu-se um apagão, justamente quando ele deitava falação sobre o impacto da crise no sistema bancário brasileiro. Sem microfone e com o auditório às escuras, Meirelles, jocoso, alegando que não poderia calar-se exatamente na hora em que falava sobre a crise bancária, seguiu em frente. Coincidência ou não, o apagão durou até o fim do discurso do presidente do BC.

Canelada
Os apaguinhos diários não se limitam aos cariocas, obrigados a conviverem com o padrão Light de serviços de energia. Segunda-feira à noite, durante o programa “Linha de Passe”, da ESPN Brasil, faltou luz no meio dos apaixonados debates sobre a última rodada do Campeonato Brasileiro que reúnem jornalistas no Rio e em São Paulo. Um dos debatedores falava quando o estúdio paulista ficou às escuras. Depois de algum tempo de perplexidade e comentários irônicos, o editor chamou os comerciais. Depois de alguns minutos, o programa voltou ao ar, com estúdio já novamente iluminado.

Protestos seletivos
A professora Walquíria Leão Rêgo, do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), observa que os protestos de alguns setores contra a visita do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, ao Brasil, ignoram a distinção entre as relações de Estado e as pessoais. E lembra que o Brasil mantém relações diplomáticas com vários países acusados de violar direitos humanos: “O Estado de Israel massacra os palestinos, desrespeita todos os direitos, inclusive com violência contra crianças e estupro de mulheres. Os Estados Unidos mantêm a prisão de Guantánamo. Na década de 1990, o então presidente Fernando Henrique Cardoso recebeu o ditador Alberto Fujimori (que governava o Peru e sobre quem pesam acusações de corrupção e genocídio) e o presidente Lula recebeu o (então presidente dos EUA) George Bush”, compara.

Centenário
A Academia Paulista de Letras comemora 100 anos nesta quinta-feira, com evento às 18h30m, no Teatro do CIEE (Rua Tabapuã, 445 – Itaim Bibi – Capital). Inscrições gratuitas pelo telefone (11) 3040-6541.

Guerra
O governador do Rio, Sergio Cabral (PMDB), mostrou nervosismo ao discutir o golpe em andamento no Congresso na distribuição de royalties e participações especiais sobre petróleo. Ao que um leitor da coluna lembrou manifesto, de 2004, de um grupo intitulado Movimento de Defesa do Rio de Janeiro, que defende uso de ações para impedir a exploração de petróleo no estado até que a União contemple a economia fluminense.

Impasse fiscal
Desde 15 de outubro os estabelecimentos comerciais e empresariais do Estado do Rio de Janeiro que não cumprem a Resolução 225/09 da Secretaria estadual de Fazenda estão sujeitos a multas. A medida, publicada em 20 de agosto, torna obrigatória a entrega de arquivo magnético do documento fiscal por equipamento emissor de cupom fiscal.
O que gerou um impasse foi justamente o exíguo prazo para que isso começasse a ser cumprido, menos de dois meses após a publicação no Diário Oficial.

Indústria da multa
Empresários e comerciantes apontam como um dos maiores motivos da indignação os altos valores dos equipamentos necessários para a adaptação à exigência da Secretaria de Fazenda fluminense. Diante do problema, têm recorrido a entidades de classes em busca de orientação, como Sescon, CDL e SindRio. Este, que representa hotéis, bares e restaurantes, conseguiu uma liminar para impedir a aplicação de multas aos seus associados.

Medalha
A secretária especial de Políticas para as Mulheres, Nilcéa Freire, recebe, sexta-feira, às 10h, a Medalha do Mérito Pedro Ernesto, comenda da Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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