“Apagão”

Maldade de um leitor dessa coluna: “Sabe qual é a diferença entre o Brasil comandado por FHC e o Titanic? É que este afundou com as luzes acesas.”

Equívoco
A auto-suficiência de petróleo é um equívoco político extraordinário para um país que tem reservas de tão curto prazo. A afirmação é do deputado federal Luciano Zica (PT-SP), em entrevista ao jornal do Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro. O deputado acredita que a política de privatização da Petrobras levaria o Brasil a uma situação parecida com a da Argentina, onde as reservas, ao invés de serem estendidas, estão sendo encurtadas porque são exploradas de forma predatória. Ex-diretor do Sindicato dos Petroleiros de Campinas e Paulínia, Zica lembra que a Agência Nacional do Petróleo (ANP) avançou além de suas já amplas atribuições e acabou legislando mais que o Congresso, tendo sido capturada pelos interesses privados. O deputado petista atribui à ANP a responsabilidade pela proliferação de um mercado clandestino de combustíveis. E lembra que, à época da criação da agência, em 97, ele brincava dizendo que era necessário colocar uma proibição constitucional para impedir que o presidente da República renunciasse para assumir a gerência da ANP. “Acho que por isso ele chegou a colocar o genro como diretor-geral da agência…”, ironiza Zica.

Festa
Apesar da crise internacional e da situação cambial, o presidente do Club Med para a América do Sul, Janyck Daudet, faz um balanço positivo dos resultados da empresa no primeiro semestre. Confiante no turismo brasileiro, a multinacional de origem francesa inaugura em novembro o village de Trancoso, na Bahia. Na próxima sexta-feira, ao lado da diretora de Marketing da rede, Sylvia Leimann, Daudet exibirá as imagens da maquete virtual do novo empreendimento, no estande da empresa – que tem como tema a música Vai rolar a festa, sucesso do pentacampeonato – na 30ª Exposição e Congresso da Associação Brasileira de Agências de Viagem (Abav), em Recife.

Só obrigações
Para economizar, a Embratel está oferecendo a seus clientes bônus de até R$ 20 para quem optar receber a conta pela Internet, ao invés da tradicional pelos Correios. O usuário do 21, porém, se surpreende com os termos que a Embratel coloca. Se aceitar, o cliente praticamente exime a empresa de qualquer responsabilidade, inclusive em falhas de segurança – que a operadora de telefonia admite que podem acontecer. Por outro lado, o usuário é obrigado a reconhecer que qualquer comunicação ou informação digital vale como prova. Detalhe: para obter os R$ 20, o cliente que não quiser a conta tradicional tem que optar também pelo débito automático; caso contrário, leva apenas R$ 10.

Meia contribuição
A Associação Nacional de Jornais (ANJ) entrega hoje, às 11h, ao secretário adjunto da  Secretaria de Estado de Comunicação do Governo, Luiz Aurélio Alzamora Gonçalves, documento sobre a política em relação aos anúncios classificados como de “Utilidade Pública” pelo governo federal. A ANJ recomendou aos associados oferecer desconto de 50% sobre o preço de tabela vigente à época da veiculação para este tipo de propaganda, entendendo, assim, que contribuirá socialmente, na mesma proporção que o governo federal. Parece, mas não é muita generosidade. Sem correr riscos, pode-se generalizar e dizer que todos os meios de comunicação brasileiros praticam descontos sobre suas tabelas. Para um grande cliente, como o governo federal, e para dar sua contribuição social, 50% é pouco.

Orientar
Para definir as suas ações publicitárias, o governo federal classificou quatro tipos de publicidade: legal, mercadológica, institucional e de utilidade pública. Esta última é a que “tem como objetivo informar, orientar, avisar, prevenir ou alertar a população ou segmento da população para adotar comportamentos que lhe tragam benefícios sociais reais, visando melhorar a sua qualidade de vida”.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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