Apesar da alta do financiamento imobiliário, busca pela casa própria segue aquecida

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Imóvel (foto divulgação Santander)
Imóvel (foto divulgação Santander)

Como já esperado pelos especialistas de mercado, a última reunião do Copom manteve a taxa básica de juros em 13,75%. Os reflexos da alta Selic seguem impactando o custo do financiamento imobiliário, ainda que as taxas de juros praticadas pelos bancos venham aumentando de forma mais lenta. De acordo com dados da Melhortaxa, maior plataforma digital de crédito imobiliário do país, a taxa média de financiamento atingiu 10,08 ao ano em abril de 2023.

No entanto, mesmo diante deste cenário de encarecimento, a busca por financiamento não arrefeceu. Segundo levantamento da fintech, o ano de 2023 registrou um crescimento de 40% no volume de pedidos de crédito em seu portal em relação à média mensal de 2022. Para Julien Desvergnes, cofundador da Melhortaxa, o consumidor segue pesquisando e preocupado em garantir uma proposta que caiba no bolso.

“Já é comum registrarmos um aumento de interesse por financiamento imobiliário em períodos de alta da Selic. O consumidor sente maior necessidade de explorar opções, fortalecendo a cultura da comparação no país”, observa.

Os dados vão ao encontro do último boletim divulgado pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). Conforme a Associação, os financiamentos imobiliários com recursos das cadernetas do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) somaram R$ 17,4 bilhões em março de 2023, indicando crescimento expressivo de 66,4% em relação a fevereiro. Ainda, comparado a março do ano passado, houve alta de 17,6%.

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Para o cofundador da Melhortaxa, outro elemento que explica o aumento no volume de financiamentos é a boa capacidade de negociação do consumidor com os proprietários dos imóveis.

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