APM alerta para redução de médicos e risco de desassistência na saúde

APM: "há em Brasília um movimento, nos bastidores, para a redução da cobertura aos pacientes".

A Associação Paulista de Medicina (APM) divulgou uma nota de alerta nesta segunda-feira sobre o risco de desassistência na rede suplementar.

Segundo a APM, “há em Brasília um movimento, nos bastidores, para a redução da cobertura aos pacientes, enquanto as mensalidades continuam sendo reajustadas acima dos altíssimos índices inflacionários registrados no Brasil”. Além disso, no Judiciário, busca-se igualmente reduzir direitos pelas leis de Defesa do Consumidor e pela Lei 9.656, de 1998.

Segundo a associação, na nota, “parece existir, de forma continuada e sutil, um processo de redução da oferta de profissionais aos pacientes, abrindo espaço para que quadros alheios à Medicina entrem no circuito de atendimentos online, com vistas a ampliar a lucratividade de certas empresas.”

De acordo com a APM, honorários defasados e pressão histórica para cortar internações, antecipar altas e diminuir solicitação de procedimentos desestimulam a prestação de serviços médicos no sistema suplementar. “Neste 2021, as tentativas de negociação de reajustes de honorários vêm sendo ignoradas e diversas operadoras nem sequer se propõem à recomposição mínima, com base em 100% do IPCA”, cita a nota.

“A expansão do processo de verticalização – e a consequente organização de redes próprias – abre portas para excessos, como os que são públicos e redundaram em óbitos em massa durante o auge da Covid-19, com a utilização de propostas ineficazes cientificamente”, continua o alerta.

Segundo a APM, “a prática de remunerações vis” deveria ser fiscalizada e punida pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) que, em tese, possui a responsabilidade de regulamentar as relações do setor.

“Entretanto, como não existe uma só ação concreta nesse sentido, as partes mais fragilizadas do ponto de vista econômico – os pacientes e prestadores, entre eles, os médicos – são repetidamente prejudicadas, enquanto a Saúde se aproxima de um colapso sem precedentes.

A APM, por meio desse alerta, conta com a sensibilidade e compromisso dos agentes públicos para garantir as condições básicas ao melhor atendimento em Medicina aos brasileiros”, finaliza a nota.

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