Apoio a pequena e média empresa no Brasil não tem data para sair

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Cartaz 'passo o ponto' em fachada de prédio
Passo o ponto (Foto: J.C.Cardoso)

A difícil situação das pequenas e médias empresas no Brasil não parece sensibilizar o Governo Bolsonaro. Apesar da urgência da situação, após um ano de faturamento comprometido, o ministro da Economia, Paulo Guedes, não tem uma data para o retorno do Programa de Preservação do Emprego e da Renda (BEm).

O ministro declarou que uma nova rodada do sistema que reduziu a demissão dos trabalhadores e aliviou as contas das empresas pode demorar “mais tempo e talvez envolva a liberação de crédito extraordinário”. O governo queria utilizar recursos do seguro-desemprego, o que foi rechaçado pelo Congresso.

Segundo Guedes, a equipe econômica pretende reeditar medidas para conter a crise gerada pela nova onda da Covid-19, como o programa de suspensão de contratos e de redução de jornada em troca da manutenção do emprego e o relançamento de linhas do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe). No entanto, os programas terão contrapartidas fiscais, com o governo cortando gastos em outras áreas, o que prejudicará a retomada da economia.

Enquanto o presidente Bolsonaro demora, nos Estados Unidos – apesar da recuperação da economia em ritmo maior que o previsto – o presidente Joe Biden estendeu o Programa de Proteção ao Contracheque (PPP) por mais dois meses, até 31 de maio.

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Isabella Casillas Guzman, chefe da Administração de Pequenas Empresas dos EUA (SBA, espécie de Sebrae com mais poderes), disse: “Hoje, o presidente Biden enviou outra mensagem forte para os mais de 30 milhões de proprietários de pequenas empresas da América afetados negativamente pela pandemia: a ajuda está aqui.”

Mais de 8,2 milhões de empréstimos PPP forneceram às pequenas empresas em dificuldades o alívio de que precisavam para manter os trabalhadores empregados e sobreviver durante esta pandemia.

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