Na disputa por capital estrangeiro, empresas brasileiras têm encontrado nos programas de seguros corporativos um diferencial estratégico cada vez mais valorizado pelos investidores. Pacotes estruturados de forma integrada – combinando seguro garantia, responsabilidade civil, D&O, property com lucros cessantes, crédito e cyber, entre outros – funcionam como um verdadeiro selo de governança.
Para Debora Schalch, advogada e sócia-fundadora da Schalch Sociedade de Advogados (SSA), apólices bem construídas reduzem a percepção de risco, dão previsibilidade ao fluxo de caixa e podem até melhorar condições de financiamento e valuation em operações complexas.
Segundo a especialista, o mercado internacional observa com atenção a maturidade da gestão de riscos das empresas brasileiras, especialmente em um cenário de juros elevados, volatilidade regulatória e aumento de eventos operacionais críticos.
Em operações como project finance, M&A e emissões estruturadas, a presença, amplitude e qualidade das apólices pesam diretamente na diligência, no custo de capital e na competitividade das companhias frente a players de outros países. “Se você tem boa gestão e boa governança, entende seus riscos. E quem entende seus riscos busca mitigá-los, e seguro é uma das ferramentas mais importantes desse processo”, destaca Schalch.
Ela lembra que, nos últimos anos, houve um avanço significativo na sofisticação das apólices exigidas por financiadores e investidores internacionais, que passaram a demandar coberturas mais técnicas e aderentes ao perfil real de exposição das empresas. Isso inclui cláusulas específicas para riscos contratuais, ajustes finos em limites e franquias, governança de contratação e monitoramento, além de protocolos de compliance e prevenção a litígios, temas frequentemente abordados pela advogada em análises sobre o setor.
Com a escalada de sinistros complexos e litígios envolvendo responsabilidade de executivos, questões ambientais, ataques cibernéticos e interrupção de negócios, Schalch reforça que a consistência do programa de seguros influencia inclusive a percepção de continuidade operacional. “O investidor procura previsibilidade e capacidade de resposta. Uma estrutura de seguros bem desenhada não evita o risco, mas demonstra preparo e reduz a incerteza, algo crucial quando falamos em capital internacional”, conclui.
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