O endividamento e a inadimplência recuaram na capital paulista em novembro, de acordo com dados da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP). A redução dos índices chega em um período oportuno para o Comércio, que se prepara para o melhor momento de vendas do ano, depois da Black Friday e às vésperas do Natal.
Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), produzida mensalmente pela federação, o percentual de famílias com dívidas na cidade caiu de 72,2% para 70,6%. Já a inadimplência recuou de 22,6% para 21,2%.
Na avaliação da Fecomércio-SP, o controle das despesas e a redução dos atrasos foram favorecidos pela inflação mais moderada e pelo mercado de trabalho aquecido, que aumentam o poder de compra e permitem que as famílias utilizem recursos próprios para quitar dívidas, reduzindo a necessidade de crédito.
Com a retração observada, atualmente 2,9 milhões de lares estão endividados na Cidade de São Paulo, uma redução de 63 mil famílias em comparação com outubro.
Entre aquelas que recebem até 10 salários mínimos, o endividamento caiu de 75,8% para 74,6%. Já no grupo que ganha acima desse valor, houve recuo de 61,7% para 59%. Apesar da retração mensal, em ambos os casos os níveis seguem superiores aos registrados em novembro de 2024.
Cartão de crédito lidera dívidas – O cartão de crédito é a modalidade que mais se destaca quando o assunto é o tipo de dívida: 79,5% dos entrevistados têm pendências nessa categoria, mantendo o indicador na casa dos 79% há cinco meses. Na sequência, estão o financiamento da casa (16,9%), o crédito pessoal (12%) e o financiamento do carro (10,3%).
O tempo médio de comprometimento das dívidas também sofreu redução, passando de 7,2 para 7,1 meses. Contudo, as dívidas com prazo de até três meses aumentaram, ainda que sem alterações significativas em relação aos meses anteriores.
Já a parcela da renda das famílias comprometida com dívidas apontou uma leve alta: de 27,3% para 27,6%. Ainda assim, o porcentual permanece em um patamar considerado saudável.
A inadimplência, que diminui a disposição dos consumidores na hora de ir às compras durante a Black Friday e o Natal, a despeito da queda mensal, ainda atinge 870 mil famílias – 55,5 mil a menos em relação a outubro. A parcela de famílias que afirmam não ter condições de quitar os compromissos em atraso recuou de 9,7% para 9,2%. Agora, são 380 mil nessa situação.
As dívidas não quitadas recuaram também nas duas faixas de renda: de 27,3% para 25,9% entre as famílias com renda de até dez salários mínimos, e de 10,7% para 9,6% entre aquelas com ganho maior. Na mesma direção, o tempo médio de atraso voltou a cair, passando de 63,3 para 62,5 dias.
O percentual de dívidas com atraso de até 30 dias, por sua vez, cresceu. Contudo, o prazo curto para incidência de juros, segundo a Fecomércio-SP, acaba reduzindo o risco de complicações maiores com o pagamento.

















