Após bom desempenho, e-commerce teve 1ª queda no ano

Pesquisa indica que 86% das pessoas apontam o WhatsApp como uma boa ferramenta de comunicação com empresas

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Smartphone (Foto: Marcello Casal Jr./ABr)
Smartphone (Foto: Marcello Casal Jr./ABr)

Depois dos bons resultados do fim de 2023 e janeiro deste ano, o tráfego do comércio eletrônico seguiu a tendência esperada para fevereiro e caiu 12,3% na comparação ao mês anterior, somando 2,34 bilhões de visitas únicas. De acordo com o Relatório Setores do E-commerce da Conversion, o número é 1,2% menor do que o de fevereiro de 2023, quando os acessos também haviam caído após o desempenho positivo de janeiro. Um deles são as retrações de alguns setores que vinham de resultados positivos desde novembro passado, como o de turismo, por exemplo, que alcançou uma marca extraordinária de 240 milhões de acessos somente no mês de janeiro deste ano. No entanto, em fevereiro, o setor sofreu uma queda significativa, perdendo quase um terço de sua magnitude (-26%) em comparação com o mês anterior.

As plataformas de produtos infantis (-18,7%) e de eletroeletrônicos (-17%) também caíram significativamente em fevereiro, colaborando para puxar o resultado geral para baixo.

Mais do que isso, o principal setor do varejo eletrônico brasileiro – o de marktplaces – viu seu tráfego diminuir em 11,7% no mês. Em números absolutos, ele teve 1,04 bilhão de visitas únicas, o pior desempenho desde setembro de 2023 (1,03 bi). Sozinhos, os marketplaces respondem por metade de todos os acessos do comércio eletrônico do país.

Mesmo as marcas perderam bastante acessos em fevereiro. O Mercado Livre registrou 330 milhões de visitas, um montante 9% menor do que janeiro. A Amazon Brasil, mais do que isso, retraiu 12%, enquanto a Shopee caiu 7%. A Magalu perdeu quase um quarto do tamanho (-20,1%) em comparação ao primeiro mês do ano.

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“Depois do aquecimento na demanda do fim do ano, das férias e da volta às aulas, além do fato de fevereiro ser um mês mais curto, vemos essa já esperada queda no tráfego” explica Diego Ivo, CEO da Conversion. “Apesar da retração, este é um momento de recuperação para o varejo como um todo, dadas as condições macroeconômicas”, completa.

Ivo lembra ainda que os próximos relatórios já devem apontar tendências: em março, por exemplo, houve a Semana do Consumidor, considerada a “Black Friday do primeiro semestre”, além da Páscoa, no fim do mês.

Pouco mais de um mês depois, acontecerá a data, de fato, mais relevante do varejo na primeira metade do ano: o Dia das Mães, em maio. “Com tais eventos importantes se aproximando, tudo indica que os números irão subir, e os relatórios futuros têm o potencial de mostrar insights valiosos. Esses dados podem orientar estratégias e ajudar o varejo a se preparar para tirar o máximo proveito das oportunidades que se apresentam”, completa Ivo.

Em um mês marcado por quedas, um setor seguiu na direção contrária: o de farmácia e saúde. Com 129,9 milhões de acessos únicos, superou o mês de janeiro, que já havia sido de elevação (127 milhões de visitas). A alta agora foi de 1,7%.

Três redes de farmácias somam boa parte do tráfego do setor: a Droga Raia (22 milhões), a Drogasil (16,6 milhões) e a Drogaria São Paulo (10,2 milhões). Em meio a elas, uma plataforma de medicamentos, a Consulta Remédios (15 milhões) e o e-commerce de suplementos alimentares Growth (13,2 milhões).

Depois de alguns meses na liderança do Share of Search, a marca de copos Stanley terminou fevereiro empatada com a Amazon, que ocupou a primeira posição por boa parte de 2023. Elas somam 61% das buscas.

Isso significa dizer que ambas são as marcas que possuem mais citações diretas nos buscadores dentro dos seus setores: a Stanley dentro de presentes e flores e a Amazon entre importados.

A lista de Share of Search ainda tem a Petz (41% entre produtos pets), a Drogasil (38% entre Farmácias) e a Cobasi (31%).

Já pesquisa divulgada em fevereiro pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com a Offerwise Pesquisas, mostra que 86% das pessoas afirmam que o WhatsApp é uma boa ferramenta de comunicação com as empresas. Segundo o estudo, 58% acreditam ser uma boa maneira de tirar dúvidas ou receber suporte técnico, 38% para agendar horários e 35% para o recebimento de promoções.

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