Após Brexit, HSBC mudará equipe do Reino Unido para Paris

O HSBC vai transferir funcionários responsáveis pela gestão de cerca de um quinto de sua receita com operações de mercado com sede no Reino Unido para Paris após a saída britânica da União Europeia, disse o presidente-executivo, Stuart Gulliver. “Não vamos mudar este ano e talvez nem no próximo ano”, disse Gulliver em entrevista no âmbito da reunião anual do Fórum Econômico Mundial, em Davos. “Vamos mudar em cerca de dois anos quando o Brexit se tornar efetivo”, acrescentou Gulliver. O HSBC, o maior banco da Europa, tem todas as licenças necessárias para tal movimento, disse Gulliver, e só precisaria criar uma chamada holding intermediária na França, algo que deve levar apenas alguns meses. A divisão global de banco de investimento e mercados do HSBC, que abriga esses empregos, obteve lucros de US$ 384 milhões no Reino Unido em 2015.

Belo Monte pode operar nova turbina

A Aneel autorizou a hidrelétrica de Belo Monte a colocar, a partir desta quarta-feira, mais uma turbina (UG4) em funcionamento, com capacidade de 611 megawatts. Orçada em cerca de US$ 34 bilhões, Belo Monte deverá estar totalmente concluída em 2019, com 24 turbinas, quando somará 11,2 gigawatts em capacidade, o suficiente para atender o consumo médio de 60 milhões de pessoas, de acordo com a Norte Energia, responsável pelo empreendimento. A usina no rio Xingu tem como sócias empresas do grupo estatal Eletrobras, as elétricas Cemig, Light e Neoenergia e a mineradora Vale, entre outros.

EUA processam Qualcomm com lei antitruste

A Federal Trade Comission (FTC), agência da competição norte-americana, anunciou que abriu processo contra a Qualcomm, fabricante de chip norte-americano, por práticas anticompetitivas. O caso investigado é o acordo que a empresa teria firmado com a Apple para que não fossem fabricados aparelhos de celular com a tecnologia WiMax, que compete com os seus chips. O processo norte-americano foi anunciado três semanas depois que a Coreia do Sul estabeleceu uma multa de US$ 854 milhões também por práticas anticompetitivas em relação às patentes da fabricante.

Paranapanema adia pagamento de dividendos

A companhia informou que seus acionistas, em assembleia geral, aprovaram a postergação, pela segunda vez, do pagamento de dividendos. A decisão foi unânime e a companhia não informou qual será a previsão do pagamento. A aprovação dos dividendos foi feita em 29 de abril de 2016, mas dois meses depois a companhia postergou o pagamento para 30 de dezembro. O valor total a ser remunerado é de R$ 24.186.155,04. No comunicado da última terça, a companhia justificou que a distribuição de proventos foram novamente postergados porque “tal pagamento permanece incompatível com a situação financeira atual da companhia em decorrência de eventos posteriores à sua declaração”.

Oi concorda com novo plano

A Oi concorda em converter dívida em ações já em novo plano. A companhia telefônica quer apresentar novo plano de recuperação até o fim de março. A companhia já se encontrou com Elliott, Cerberus e grupo do bilionário Naguib Sawiris neste ano e tem mantido discussões com grupos de credores liderados pela Moelis e pela G5. A operadora brasileira já teria concordado em usar parte dos recursos da venda de ativos para pagar os credores, segundo a pessoa. O grupo de Sawiris anunciou objeção a plano da Oi na Justiça nesta terça.

Vale discute migração das duas classes de ações

Nas negociações do acordo de acionistas da Vale, existe a discussão para a migração das duas classes de ações da mineradora para apenas papéis ordinários, que dão direito a voto cenário provável. O atual firmado pelos acionistas Bradespar, BNDES, a japonesa Mitsui e os fundos de pensão estatais (Previ, Funcef, Petro e Funcesp) tem prazo de 20 anos e foi firmado em 1997, ano da privatização da mineradora. O próximo deverá ser mais curto, de apenas seis anos. Caso ocorra realmente a união das ações, a mineradora iria pulverizar seu controle, diluindo a participação dos atuais acionistas, que teriam como se proteger de eventuais ofertas hostis por meio de regras que devem ser estabelecidas já nesta renovação.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Artigos Relacionados

‘EUA do Mar’ seria considerado crime de lesa-pátria

Na terra de Biden, entregar navegação a estrangeiros é impensável.

Governo Bolsonaro não dá a mínima para a indústria

País perde empregos de qualidade e prejudica desenvolvimento.

Taxa sobre exportação de petróleo renderia R$ 38 bi

Imposto aumentaria participação do Estado nos resultados do pré-sal.

Últimas Notícias

Fundos de investimento poderão atuar como formadores de mercado na B3

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) autorizou os fundos de investimento a atuarem como formadores de mercado na B3, a bolsa do Brasil. A...

ABBC: Selic deve subir 1,50 ponto percentual

O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) se reúne na próxima terça-feira (7) para decidir sobre a nova Selic, a taxa básica...

Ibovespa fecha a semana em alta

(alta de 0,013%). O volume representou uma extensão do movimento positivo registrado na quinta-feira (2), quando o índice fechou com forte alta de 3,66%,...

China: Incentivos fiscais para investidores estrangeiros

A China anunciou que estendeu suas políticas fiscais preferenciais para investidores estrangeiros que investem no mercado de títulos da parte continental do país. A...

Brasileiro teria renda 6 vezes maior com indústria forte

Entre 1950–70, PIB do País foi multiplicado por 10.