Após coronavírus, 71% passaram a fazer mais compras virtuais

No Rio, Sindicato de Lojistas e CDL apoiam determinação de Crivella de fechar o comércio, a partir de ontem.

Conjuntura / 12:18 - 25 de mar de 2020

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Levantamento realizado com mais de 1,7 mil entrevistados virtualmente pela plataforma NZN Intelligence apontou que com a pandemia causada pelo Covid-19, 49% dos brasileiros consideram reavaliar seus gastos, sendo que 71% afirmam que pretendem aumentar o volume de compras virtuais.

Os dados também apontam que entre os serviços que deixam de ser priorizados pela população e envolvem interação com um grande número de pessoas está o transporte público (53%) em quarta opção, atrás de grandes eventos (82%), shoppings e cinemas (69%) e viagens (68%). Esses dados corroboram com uma das principais recomendações do Ministério da Saúde: evitar aglomerações com mais de 500 pessoas.

Quando se trata de prioridade neste momento, os brasileiros afirmam que produtos de higiene (80%), alimentos e bebidas (72%) e remédios (63%) serão o foco do seu consumo durante a pandemia. Em relação ao comportamento em um possível período de isolamento, 46% dos entrevistados afirmam considerar a possibilidade de contratar novos serviços de streaming e 40% cogitam se inscrever em cursos pela internet. Destes, a maioria tem entre 18 anos e 34 anos de idade, apontando interesse de boa parte da população em se desenvolver mesmo no momento de crise, trazendo oportunidade para a indústria de educação.

Quando questionados sobre a possibilidade de contratação de planos de saúde por conta da pandemia, 35% dos entrevistados afirmam não ter intenção no serviço, contra 24% que se mostram favoráveis ao investimento. Esse é um dado importante, considerando a preocupação das autoridades em relação à capacidade de suporte do Sistema Único de Saúde (SUS). Entre os entrevistados que não têm a intenção de contratar atendimento de saúde está a população com renda de até 1,5 salário-mínimo.

Mesmo com alguma parte da população ainda não acreditando que o brasileiro está ciente dos impactos da chegada do coronavírus ao país, 69% dos respondentes acreditam que a chegada do vírus irá mudar seus hábitos em relação à rotina de trabalho e estudo.

O próprio Sindicato dos Lojistas do Comércio do Município do Rio de Janeiro (SindilojasRio) e o Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDL-Rio), em nota, comunicaram que apoiam a determinação da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, de fechar o comércio, a partir desta terça-feira, 24 de março, para conter o avanço da pandemia de coronavírus.

"Acreditamos que esta medida drástica é essencial para tentar diminuir a velocidade do contágio pelo coronavírus e, assim, preservar vidas. Neste grave momento que o país atravessa, o SindilojasRio e o CDL-Rio, solidariamente, se unem aos esforços que visam ao combate contra o coronavírus, priorizando a saúde da população, sem deixar de lado, no entanto, a defesa do comércio do Rio de Janeiro que já sofre, há mais de um ano, com sucessivos resultados negativos".

O texto, assinado pelo presidente do SindilojasRio e do CDL-Rio, Aldo Gonçalves, diz que "considerando os efeitos negativos sobre a economia da Cidade do Rio de Janeiro, que advirão da pandemia de Covid-19 causada pelo coronavírus, torna-se urgente a construção de estratégias e soluções que protejam a atividade comercial e minimizem o impacto que o fechamento irá provocar. Tais como a falta de liquidez para as empresas lojistas contribuintes, que deverão honrar o pagamento dos salários de seus empregados e dos impostos, de fornecedores e outras despesas."

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