Após estabilidade, atividade do comércio caiu 0,2% em agosto

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Salão de cabeleireiro (Foto: Fernando Frazão/ABr)
Salão de cabeleireiro (Foto: Fernando Frazão/ABr)

Os dados do Indicador de Atividade do Comércio da Serasa Experian mostraram que, em agosto, as vendas do varejo físico brasileiro tiveram uma queda de 0,2% em comparação com o mês anterior. Na visão por setores, três dos seis segmentos registraram queda: tecidos, vestuário, calçados e acessórios ( -0,6%), veículos, motos e peças (-0,4%) e supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas (-0,1%).

No comparativo entre agosto deste ano e o mesmo mês de 2022, o crescimento da atividade foi de 1,7%. Nesse cenário, o setor de móveis, eletrodomésticos, eletroeletrônicos e informática teve a maior expansão, de 8,1%, seguido pelo de combustíveis e lubrificantes, que cresceu 4,5%.

Já segundo a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP), o setor de serviços na cidade de São Paulo registrou alta de 8,8% no faturamento no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período de 2022. O aumento foi de R$ 28,4 bilhões no período, segundo a Pesquisa Conjuntural do Setor de Serviços na Cidade de São Paulo (PCSS), realizada pela entidade. De acordo com o apurado, o setor segue crescendo em virtude da queda da inflação e da melhora no mercado de trabalho. O reajuste do salário mínimo no início do ano também teve um impacto importante no consumo das famílias. Os resultados do primeiro semestre de 2023 demonstraram recuperação na maioria das atividades, destacando-se as atividades de mercadologia e comunicação (77,8%); construção civil (30,6%); e turismo, hospedagem, eventos e assemelhados (83,8%).

Por outro lado, das 13 atividades que compõem o indicador, apenas três obtiveram resultados negativos: agenciamento, corretagem e intermediação (-22%); representação (-9,6%); e saúde (-7,8%). Juntos, esses segmentos tiveram queda de R$ 9,7 bilhões no faturamento.

O turismo segue na liderança, ao registrar um aumento de R$ 8,4 bilhões no faturamento na primeira metade do ano: R$ 3,8 bilhões superior ao mesmo período do ano anterior.

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A atividade de mercadologia e comunicação aparece em segundo lugar, seguida pela construção civil: enquanto a primeira registrou um faturamento de R$ 15,1 bilhões, a segunda apontou R$ 2 bilhões acima do observado no primeiro semestre de 2022.

A perspectiva é que o setor de serviços paulistano encerre o ano com alta de 7,5% em relação a 2022. Em termos monetários, isso representa um montante de aproximadamente R$ 738 bilhões em receitas, o que significaria um faturamento de R$ 51 bilhões a mais em comparação ao ano ano anterior.

Alguns setores, inclusive, ainda devem crescer de forma significativa até o fim do ano, como é o caso de mercadologia e comunicação (73,2%); turismo, hospedagem, eventos e assemelhados (46,3%); e construção civil (22,3%).

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