Após perder o Senado, Trump leva baderneiros a invadir o Congresso

Começou às 18h, horário local, o toque de recolher em Washington DC, decretado após manifestantes pró Trump invadirem o Congresso dos Estados Unidos. No momento da invasão, era realizada a sessão que chancelaria a vitória de Joe Biden nas eleições presidenciais.

A ação dos baderneiros levou os congressistas a serem evacuados do plenário para áreas seguras no Capitólio. O vice-presidente Mike Pence, que presidia a sessão conjunta responsável por receber e confirmar os votos dos delegados estaduais nas eleições norte-americanas, foi retirado do prédio. Seguranças sacaram pistolas para retardar a invasão do plenário.

Os congressistas pretendiam retomar a sessão tão logo os apoiadores de Trump fossem retirados do prédio.

Donald Trump incentivou a invasão. Mais cedo, fizera um discurso de cerca de três horas para uma multidão na praça do obelisco de Washington: “Você não cede quando há roubo envolvido”, disse. “Nosso país está farto e não vamos aguentar mais.”

O presidente derrotado manteve sua política de morde e assopra: incentivou o cerco ao Congresso, mas depois disse ser do partido que respeita as leis; o governo negou o envio da Guarda Nacional, mas posteriormente Trump enviou as tropas. A cada ação, porém, a mordida vai mais fundo.

A consequência mais grave foi a morte de uma mulher, que ainda não havia sido identificada, vítima de um disparo de arma de fogo. Não se sabe se o tiro partiu dos seguranças do Capitólio ou dos baderneiros – terroristas, se fosse Trump a classificar.

Pela manhã, a notícia de que o reverendo Raphael Warnock conquistara uma cadeira republicana do Estado da Geórgia no Senado já abalara Trump. Ao final da tarde, a derrota completa: o democrata Jon Ossoff ganhou – com diferença pequena, mas suficiente para evitar uma recontagem automática – ficou com a segunda cadeira em disputa. Com isso, os republicanos perdem o controle no Senado.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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