Após sair de prejuízo, Taurus lucra R$ 47,7 milhões no semestre

Defesa do governo pelo porte de armas impulsionou venda de novos produtos.

A Taurus, uma das maiores fabricantes de armas leves do mundo, teve lucro líquido de R$ 47,6 milhões no primeiro semestre de 2019, alta de 16,4% na receita operacional totalizando R$ 233 milhões e margem bruta de 34,5%. Os resultados foram divulgados nesta quarta-feira. A empresa viu suas ações ganharem mercado ainda na campanha do atual governo, defensor do porte de armas no país.

O desenvolvimento e lançamento de novos produtos foi a estratégia da empresa para ganhar mercado no semestre. A companhia acumulou no primeiro semestre de 2019 lucro bruto de R$ 172,4 milhões, com alta de 8,8% em relação a igual período do ano anterior. É o melhor resultado bruto da história da Taurus em um primeiro semestre, sendo gerado quase que exclusivamente pela operação de armas, informou a empresa.

No primeiro semestre de 2019, a venda de novos produtos foi responsável por 57% da receita líquida da companhia. No último trimestre, a fabricante focou nos lançamentos no mercado nacional, com cinco novos modelos. Entre eles, o revólver Haging Hunter, calibre .357 e 44 – apresentado ao mercado norte-americano no final de 2018 e premiado com o American Handgun of the Year 2019, uma das mais importantes premiações internacionais do segmento -, e a pistola TH9, da série TH Hammer.

Com crescimento da receita, manutenção dos custos sob controle e redução das despesas operacionais, a Taurus registrou geração operacional de caixa medida pelo Ebitda (sigla em inglês para receita antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 56,4 milhões no segundo trimestre de 2019, levando ao total de R$ 95 milhões no primeiro semestre de 2019, o melhor resultado para o indicador desde 2011. Comparado a iguais períodos de 2018, o aumento foi de 57,3% no trimestre e de 30,1% no semestre. A margem Ebitda também foi recorde na Taurus, atingindo 24,2% no segundo trimestre de 2019. No acumulado dos seis primeiros meses do ano, a margem Ebitda foi de 19,6%, a mais alta desde o primeiro semestre de 2013.

“Nossos esforços estão sendo recompensados e, de acordo com o planejamento, as mudanças realizadas se confirmam como sólidas e sustentáveis. Em termos de receita, lucro bruto, resultado operacional, Ebitda e resultado líquido, tivemos o melhor desempenho para um primeiro semestre dos últimos anos”, disse o presidente da Taurus, Salesio Nuhs.

Dívida

Acompanhando a evolução positiva no campo operacional, a Taurus reportou que seguiu também avançando em termos financeiros. Em junho, a empresa pagou a primeira parcela do principal da dívida, após a renegociação firmada há cerca de um ano com o sindicato de bancos. Foi também importante para as finanças da companhia, contribuindo positivamente para o resultado, a recuperação, no segundo trimestre de 2019, de R$ 37 milhões em tributos de exercícios anteriores. Houve ainda redução significativa das despesas financeiras líquidas no semestre, de 90,7%, comparado a igual período do ano anterior, o que contribuiu para o resultado alcançado.
Segundo a empresa, o aumento de capital em andamento tem três tranches a vencer, duas em 2021, nos meses de julho e outubro, e uma em outubro de 2022. Para ultrapassar o próximo "muro" da dívida bancária a Taurus está, ainda, reservando a venda dos ativos que estão disponíveis – o terreno da antiga sede em Porto Alegre e a operação capacetes -, os quais estão comprometidos com o pagamento e redução da dívida. A Taurus possui hoje uma operação geradora de caixa, porém esses ativos são estratégicos para que também as próximas obrigações financeiras de maior vulto da Companhia sejam igualmente honradas com tranquilidade e para que a empresa possa reinvestir na operação.
De acordo com o presidente da Taurus, a companhia está preparada e capacitada para consolidar um novo padrão de desempenho. “Seguimos gerindo os negócios da companhia, guiados pelo plano estratégico traçado, visando gerar rentabilidade sustentável, qualidade dos produtos e melhora dos indicadores financeiros e operacionais. E, com base nas mudanças estruturais feitas na empresa, e nos avanços já obtidos, estamos confiantes que continuaremos apresentando evolução nos resultados”, avalia Nuhs.

 

 

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