Arábia começou a abandonar projetos de expansão no setor petrolífero

Aramco corta investimentos para pagar US$ 75 bi em dividendos.

A petrolífera estatal da Arábia Saudita suspendeu um acordo para construir um complexo petroquímico e de refinação de US$ 10 bilhões na China. A empresa corta custos para enfrentar a queda dos preços do petróleo. A Saudi Arabian Oil Co., conhecida como Aramco, decidiu parar de investir no complexo localizado na província de Liaoning, no nordeste da China, após negociações com os parceiros locais. A Aramco não quis fazer comentários sobe o assunto; a China North Industries Group, conhecida como Norinco, por sua vez, não respondeu à solicitação das agências internacionais de notícia e o mesmo aconteceu com a terceira sócia, a Panjin Sincen, também não respondeu.

A queda do preço do petróleo e o impacto do vírus na procura de energia mudaram os cálculos para projetos do setor em todo o mundo. A Aramco planeja cortes profundos nos investimentos enquanto tenta manter o pagamento de US$ 75 bilhões em dividendos numa altura de preços baixos e dívida crescente. O reino saudita, principal destinatário dos dividendos da petrolífera, sofre um grande impacto nas finanças públicas. O contrato da joint venture foi assinado quando o príncipe herdeiro, Mohammed bin Salman, esteve em Pequim, em fevereiro do ano passado. No início do ano, a Aramco também conversava com a estatal de energia da Indonésia, Pertamina, sobre a expansão de uma refinaria, mas as negociações terminaram sem acordo e a Pertamina procura outro parceiro.

 

Moody’s quer recuperação no Sudeste Asiático

Para a Moody’s, a pandemia da Covid-19 desestabiliza padrões de consumo de energia de longa data, aumentando a volatilidade dos preços para o petróleo e gás. Em relatório, ressalta o fato de que a pandemia provocou forte queda nos preços da commodity, o que amplificou disparidades entre companhias “fortes e fracas” no setor de energia. Para a agência, os preços baratos de combustível não devem impulsionar a demanda por produtos refinados e prevê que a recuperação do setor dependerá de um aumento gradual na demanda, conforme a atividade reaja, “particularmente na China, no Sudeste Asiático e nos EUA”.

 

Bradesco recomenda Notre Dame e Hapvida

A Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge) informou que, por serem baseados em custos do ano anterior, os reajustes de 2020 não refletiriam os efeitos da pandemia sobre o sistema de saúde. A entidade informou ter recomendado a suspensão dos reajustes até julho. Segundo a ANS, não faz sentido reajustar os planos com base nos custos de 2019 porque houve queda na demanda em parte dos atendimentos médicos, como cirurgias eletivas. Segundo a Abramge, o impacto da demanda reprimida sobre os atendimentos adiados ainda está sendo avaliado e somente agora o sistema de saúde volta à normalidade.

Como a maior parte dos reajustes de preços ocorre no terceiro e quarto trimestres de cada ano, para os analistas do Bradesco BBI, a mudança impactará negativamente o setor, destacando entre 20% a 30% dos contratos já que o adiamento só tem reflexos de setembro para dezembro. No entanto, ressaltam que o pedido de prorrogação era algo que a Câmara dos Deputados vinha trabalhando e isso poderia ter afetado mais o setor. Assim, acham que foi importante a ANS assumir o comando e decidir adiar os reajustes de preços, minimizando o risco e reconhecendo que vivemos um período difícil com a pandemia. Nesse aspecto consideram que as mais atingidas são aquelas que já estavam em posição mais frágil, como as menores ou que precisam fazer reajuste anualmente à inflação médica, que normalmente varia entre 15% a 20%.

Porém, para Hapvida e Notre Dame, que têm reajustes anuais de preços normalmente entre 8% e 9%, a expectativa é de que sejam menos impactados. Além disso, os analistas do BBI preveem que o enfraquecimento de algumas operadoras pode abrir uma janela de oportunidade para fusões e aquisições. A equipe do BBI reitera recomendação de compra e preço-alvo de R$ 80 para Notre Dame e neutro e objetivo de R$ 71 para Hapvida.

 

Omega Geração fará ‘follow on’

A Omega Geração comprou 50% dos parques eólicos da EDF Renewables, na Bahia. A operação por uma fatia nos complexos Ventos da Bahia 1 e 2 foi avaliada em R$ 661,7 milhões, sendo que 55% serão pagos em caixa, enquanto o restante envolve assunção do endividamento de longo prazo dos ativos e continua com negociações para a aquisição de projetos adicionais também estão em andamento, como um portfólio de projetos eólicos com 265 MW em capacidade. Além disso, a parceira Omega Desenvolvimento está em negociações avançadas para implantar projetos eólicos de aproximadamente 200 MW de capacidade.

Para ter os recursos para as aquisições, a empresa está preparando um follow on de 17,3 milhões de ações. O follow on anunciado deve ajudar a absorver essa nova aquisição (o potencial de 460 MW), com resultado final positivo para os acionistas”, consta no relatório divulgado pelo Credit Suisse aos clientes. A recomendação do banco sobre a ação é de compra com preço-alvo de R$ 39,60 para os próximos 12 meses.

A Omega continua como top pick da XP Investimentos no setor elétrico. A recomendação para o papel é, portanto, de compra, com preço-alvo de R$ 44. Acasa de análises tem uma avaliação positiva da transação e estima uma taxa de retorno muito atrativa para os investidores, algo em torno de 11,7% de TIR real.

 

BTG Pactual é especialista em lixo?

Lixo é lucro para quem compra as ações da Ambipar é o slogan criado pelo BTG Pactual. No último relatório do banco encaminhado aos clientes, com a visão sobre as práticas ESG, recomendando a compra dos ativos, pois o preço-alvo do lixo é R$ 35.

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