Argentina propõe imposto global de 25%

Proposta feita pelo G7 é de uma taxa de 15% para as multinacionais.

O ministro da Economia da Argentina, Martín Guzmán, classificou de “muito baixa” a alíquota de 15% para um imposto corporativo global, como proposto pelo G7 (grupo das maiores economias capitalistas). A proposta do ministro argentino, feita nesta segunda-feira em evento do G24, grupo composto por nações emergentes, é de uma alíquota de 25%.

“Defendemos mais de 15%, certamente não menos que 21%, e 25% seria ainda melhor”, resumiu o ministro, de acordo com o canal de TV CNN.

“Há um risco substancial de que a alíquota mínima se torne a máxima” com o atual projeto, e há a chance de aumento da desigualdade por conta da maneira na qual os lucros serão divididos, afirmou Guzmán.

De acordo com a seguradora de crédito Euler Hermes, a proposta de um imposto global de 15% sobre as multinacionais tem efeitos diferentes sobre os países. Entre os grandes, Polônia, Espanha, China e Holanda são os vencedores claros; os EUA, o Reino Unido, a Rússia e a Itália são vencedores relativos; França, Japão e Canadá não estão ganhando nem perdendo; Irlanda, Brasil e Hungria são claramente os perdedores do negócio.

Na visão do ministro argentino, a maneira pela qual os ganhos das empresas são contabilizados na atual proposta deveria ser aperfeiçoada. “Há um longo caminho para termos regras condizentes com os desafios que enfrentamos hoje”, indicou. A proposta de Guzmán será apresentada na reunião de ministros das Finanças do G20, em Veneza, em 9 de julho.

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