Argentina recebe mais US$ 7,2 bi do BID para financiar aventura de Milei

Dinheiro do BID se somará a nova parcela do FMI, apesar do agravamento dos problemas na Argentina com o governo Milei.

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Javier Milei (foto de A. Pérez Meca, Europa Press)
Javier Milei (foto de A. Pérez Meca, Europa Press)

O Grupo Banco Interamericano de Desenvolvimento (Grupo BID) anunciou nesta sexta-feira que planeja fornecer à Argentina um financiamento recorde este ano, incluindo uma garantia de US$ 550 milhões que complementará os empréstimos de outras instituições financeiras internacionais.

O BID afirmou em um comunicado à imprensa que poderá fornecer ao país governado por Javier Milei até US$ 7,2 bilhões em financiamento em 2026.

“O BID prevê mais de US$ 5 bilhões em operações soberanas com o setor público, incluindo financiamento de projetos e a concessão de uma garantia de US$ 550 milhões, que será adicionada àquelas fornecidas por outras organizações multilaterais”, informou a instituição.

Outros US$ 2,2 bilhões serão desembolsados pelo BID Invest, o braço do setor privado da organização financeira internacional.

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Na quinta-feira, o Banco Mundial anunciou uma garantia de US$ 2 bilhões para a Argentina, a fim de ajudar o país a refinanciar uma parcela significativa de sua dívida, em um contexto de substanciais pagamentos de principal com vencimento a partir de julho.

Após o anúncio, o Ministro da Economia argentino, Luis Caputo, declarou que, se aprovada pelo Conselho Executivo do Banco Mundial, a garantia seria utilizada para cobrir os pagamentos de principal com vencimento neste ano.

Na quarta-feira, o Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou a conclusão da segunda revisão do acordo com a Argentina, abrindo espaço para liberação de mais US$ 1 bilhão para o país. O empréstimo é parte do acordo de US$ 20 bilhões, com duração de 48 meses, fechado há um ano. Já foram desembolsados US$ 12 bilhões.

Com os novos valores anunciados pelo BID, o total de dinheiro injetado por organismos internacionais no governo Milei se aproxima de US$ 50 bilhões. Apesar do apoio incondicional das instituições financeiras, a Argentina dá sinais de piora: o país não atingiu o nível de acumulação de reservas líquidas em 2025, ficando cerca de US$ 14,1 bilhões abaixo do valor pedido pelo FMI.

A inflação voltou a se acelerar, alcançando a 3,4% em março de 2026, acumulando 32,6% nos últimos 12 meses. A taxa de desemprego igualmente subiu, para 7,5%, e a produção industrial manufatureira desabou 8,7% em fevereiro de 2026 na comparação com o mesmo mês de 2025. Os números ainda são vistos com desconfiança, após Milei trocar o comando no Indec (o IBGE da Argentina).

Com informações da Agência Xinhua

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