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domingo, janeiro 24, 2021

Aridez

O economista Carlos Eduardo Young, da UFRJ, considera um mito a afirmação de que o setor de agronegócio tem sido um dos principais alavancadores do emprego no país, o que impediria que o número de desempregados brasileiro não fosse ainda maior. Segundo ele, em 1990, o setor, de acordo com dados do IBGE, tinha 14 milhões de ocupados, conceito que inclui os trabalhadores sem remuneração. Em 2002, apesar do espetacular crescimento do segmento nesse período de 12 anos, o número de ocupados no campo encolheu em 1,5 milhão, para 12,5 milhões de pessoas: “O setor agrícola é o maior desempregador do país”, critica Young.

Semente
Para o economista, o desemprego de 1,5 milhão de camponeses ajuda a explicar a origem do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST): “Esse número explica como surgiu o MST, fruto desse aumento brutal do desemprego”, analisa.

Vidente
Alvo de críticas desde que foi implantado, em agosto do ano passado, o Programa Cobertura Previdenciária Estimada (Copes), também conhecido como alta programada, criado pelo INSS, acaba de sofrer um revés na Justiça com uma decisão da juíza Sidmar Dias Martins, do Juizado Especial Federal. Uma segurada, que recebia o auxílio-doença, teve alta com data prefixada, mesmo ainda doente. Com a decisão da juíza, a funcionária continuará afastada e recebendo o auxílio até a avaliação médica judicial. Segundo o advogado da causa, Roberto Mohamed Amin Jr., com a alta programada o médico “passa a ser um vidente que já sabe quando a pessoa estará curada”.

Mata o segurado
Quando lançou o Copes, o INSS planejava reduzir em até 40% o número de perícias médicas para a concessão do auxílio-doença. O órgão vislumbrava a diminuição das filas nas agências e do tempo de espera para os exames. O próprio ministro da Previdência Social, Nelson Machado, já disse que o programa “não é a melhor coisa do mundo”. Mas a justificava para a implantação da alta programada não é administrativa nem médica: é mais uma imposição da equipe econômica para reduzir os gastos da Previdência.

“Happy few”
Recém-lançado na Europa, a Ferrari F430 Spider já tem seis felizes proprietários no Brasil embora a venda comece oficialmente esta semana. O conversível, trazido pela Via Europa, importadora oficial para o mercado brasileiro, soma as inovações e a tecnologia dos carros de corrida da Fórmula 1 com o design do estúdio Pininfarina. É o carro mais leve em produção na Ferrari, graças à utilização de muito alumínio em sua construção. Tudo isso para oferecer todo o desempenho de um puro-sangue italiano. O bólido, que vai de 0 a 100 em quatro segundos, está ao alcance da elite demonizada (mas vitaminada) por Lula pela módica quantia de R$ 1,5 milhão.

Inutilidade
Para telefonar para a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) o usuário precisará de apenas três dígitos: 144. O código é o mais novo dos que facilitam o acesso a serviços de utilidade pública, que podem ser discados em qualquer local do país. No caso da Aneel, a agência bancará as chamadas, como um 0800. Entre os 42 códigos já designados encontram-se serviços como Disque Denúncia (181), Polícia Militar (190) e Vigilância Sanitária (150). Estranho é enquadrar os serviços da Aneel em utilidade pública.

Face a face
A Região dos Lagos (RJ) será sede, de 13 a 15 de abril, da 2ª Jornada de Cirurgia Plástica de Búzios, que acontecerá no Centro de Convenções do Hotel Pérola Búzios, com a presença prevista de 300 especialistas. O presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica do Rio , Luiz Mario Bonfatti, informa que todas as formas de cirurgias plásticas faciais serão debatidas e haverá um painel sobre os pontos polêmicos.

Armadilha
Ao adiar a mudança na forma de cobrança da telefonia fixa – de pulsos para minutos – o Governo Lula se guiou – entre outros interesses mais sombrios – pelo medo de a classe média receber contas com substancial aumento às vésperas da eleição (o sistema seria implantado para valer em agosto e as contas chegariam em setembro). A facada fica para 2007, que pode reservar também o fim do dólar irreal, repetição do que ocorreu na reeleição de FH.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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