Áries e o protagonismo no Zodíaco dos vinhos

No último artigo, dei início à série de especulações sobre os signos dos vinhos e falei sobre a relação destes com os elementos básicos da vida: Fogo, Terra, Ar e Água. Cada três dos 12 signos tem uma forte conexão com esses elementos e é o ponto de partida para a determinação das cepas, cujos vinhos apresentam temperamentos mais calorosos, terrosos, espirituosos ou fluidos.

Mas preciso de mais dados particularizados de cada signo para escolher uvas e vinhos identificados e, assim, fui atrás dos planetas que regem cada signo. Importante dizer que temos muito mais uvas do que signos, assim como a humanidade é muito mais diversa do que qualquer tipo de enquadramento possa supor. Portanto, há possibilidades múltiplas, e eu vou indicar o caminho escolhido para as minhas classificações, admitindo que existam outros possíveis.

Começando por Áries. O primeiro do Zodíaco é regido por Marte (Ares, para a mitologia grega), o Planeta Vermelho, Deus da Colheita e da Guerra. Fogo, vermelho, guerra – está clara a relação simbólica que identifica o ariano como sendo o signo que transmite aos seus portadores a impulsividade, a impaciência, uma energia bélica calorosa e agressiva. Por outro lado, é um signo sedutor, podendo se tornar afável, desde que o outro siga o seu ritmo – é individualista. Seu verbo: “Eu quero.”

Trazendo isso para o nosso tema, podemos dizer que o fogo ariano em um vinho pode ser exprimido pela cor rubi de Marte, pelo calor do álcool e da untuosidade, pela agressividade em forma de estrutura tânica e pela vibração, que pode ser concedida pela acidez e por um aroma cativante.

Mas temos que falar também em decanatos, que vão dar gradações distintas ao perfil de cada signo. Antes de Áries, temos Peixes, signo de água, de caráter mais introspectivo e espiritual. Após Áries, passamos ao signo de Touro, do grupo da Terra, mais estável e encarnado.

É como se o ariano saísse das profundezas do oceano, despertado pela energia solar, nadasse até a margem (apressadamente), movido pelo ímpeto de desbravar o mundo e, depois de certos tombos (pela impaciência e impetuosidade), chegasse à conclusão de que precisa amadurecer um pouco – para ir mais longe. Pronto! Eis os vinhos de Áries em seus três decanatos: Nero d’Avola, Tempranillo e Cabernet Sauvignon!

Vamos falar um pouco de cada cepa, para justificar as minhas escolhas. As três fazem vinhos tintos estruturados, com bom potencial alcoólico, taninos firmes e acidez na medida. São protagonistas dos seus próprios vinhos ou se destacam nos cortes.

A Nero d’Avola é uma cepa importante no sul da Itália, especialmente na Sicília, onde faz vinhos concentrados em cor, aromas, álcool, mas mantendo uma boa acidez. Frequentemente apresenta vinhos potentes, mas aveludados, o que condiz com a transição entre um signo de água, mais envolvente e fluido, para um signo caloroso e bélico.

Nada mais “almodovariano” do que a cepa emblemática espanhola e o espírito bélico ariano! A Tempranillo é a versão clássica de Áries (apesar da associação entre Espanha e Touro). Tem potencial para taninos, álcool e acidez altas e faz vinhos imponentes, sedutores e cheios de energia. Além disso, seu nome também aponta para o brotamento precoce e amadurecimento rápido. Temprano, em espanhol, significa “cedo” e o ariano clássico também é apressado.

Finalmente, a mais plantada das cepas tintas para vinhos finos no mundo é ariana. Top nos três aspectos também, a Cabernet Sauvignon faz vinhos de muita estrutura e energia, mas requer maturação longa e colheita tardia para que suas qualidades se expressem de fato, caso contrário, os vinhos ficam herbáceos e os taninos mais agressivos. É o ariano em processo de mudança para um signo de terra, tomando consciência que devagar pode se ir mais longe!

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