Arma

A maior parte dos acidentes de trânsito ocorre com pessoas com idade entre dez e 39 anos, principalmente nos finais de semana e no período noturno. É o que mostra pesquisada da Universidade Estadual de Londrina, em estudo citado pela agência Notisa. Segundo os pesquisadores, cerca de 70% das vítimas eram do sexo masculino. O trânsito no Brasil é considerado um dos mais perigosos do mundo, apresentando índice de um acidente para cada 410 veículos em circulação. Esse mesmo índice na Suécia é de um para cada 21.400 veículos. Os dados do estudo de Londrina mostraram que os motociclistas foram o principal tipo de vítima, com cerca de 40% dos casos, seguidos pelos ocupantes de carros, pelos ciclistas e pelos pedestres.

O verdadeiro homem-bomba
O presidente Lula que se acautele. A tentativa da equipe econômica de se aproveitar da crise em que se enfiou o governo para aprofundar sua desastrosa política econômica anuncia um agravamento do isolamento da atual administração. Sob a malandra senha de que “a crise política não pode contaminar a economia”, Palocci e os seus buscam reescrever a cronologia da crise.
Aos fatos. A crise foi deflagrada pela decisão de Lula de adotar e aprofundar a política que – ainda, hoje, a depender dos interesses da retórica presidencial – é qualificada de herança maldita e resultou na primeira derrota nas eleições municipais. Essa perda – ainda parcial de poder – provocou o destronamento do PT de São Paulo e Porto Alegre, além da bisonha performance no Rio, para ficar nas surras mais emblemáticas do paloccismo.
Revelada ao país e, de forma particular, ao mundo da política a perda de suporte popular do governo, abriu-se a temporada de testar a elasticidade dessa fraqueza. Esse movimento teve na eleição do deputado Severino Cavalcanti (PP-PE) para a presidência da Câmara dos Deputados seu momento inaugural. De lá para cá, o efeito estatístico do crescimento de 2004, sobre a base deprimida de 2003, vem se esvaindo geometricamente, encolhendo a base social e simbólica do governo, o que, por óbvio, repercute no Congresso Nacional.
A exemplo de generais que, cercados pelo inimigo, deixam-se guiar pelo autismo e, em vez de rearticular as tropas e refazer a estratégia, dão toque de avançar, Lula se deixa levar pelo canto da sereia de Palocci e manda acelerar a principal causa da crise de seu governo. Lula, pois, que se acautele.

Mãos ao alto
Antes que algum oportunista atribua a queda no número de homicídios em São Paulo – menos 29% entre 1999 e 2004 – à campanha pelo desarmamento, é bom saber que a tendência de redução já ocorria bem antes da entrega das armas, como pode ser comprovado no site da Secretaria de Segurança paulista. Aliás, no Rio de Janeiro o número de homicídios aumentou.

Livre
A Hidrelétrica Itaipu Binacional anunciou que vai aderir ao software livre. O diretor-geral brasileiro da estatal, Jorge Samek, explicou que “os programas de código aberto oferecem mais segurança”, “são menos vulneráveis a vírus” e “dão uma opção muito maior de fornecedores”. De quebra, Itaipu fará uma economia considerável de dinheiro. Hoje, a estatal gasta cerca de US$ 850 mil por ano em licenças de software.

Sinais
Quando as notícias sobre a Bolívia não passavam do rodapé de página dos “jornalões” brasileiros, esta coluna advertia, em nota publicada em 15 de dezembro passado e intitulada “Voz rouca”, que era tensa a situação naquele país. A nota dava conta ainda das fortes mobilizações encabeçadas pela Central Obreira Boliviana (COB) por entidades ligadas às comunidades indígenas pela aprovação da Lei do Hidrocaborneto. Acrescentava-se ainda que o paro -bloqueio de estradas e na porta de grandes empresas – era uma das principais formas de mobilização dos manifestantes.

Segurança virtual
Como identificar uma loja virtual segura, que cuidados tomar com senhas e dados pessoais? Como efetuar pagamentos seguros? Estas e outras questões sobre riscos ao fazer compras pela Internet estão respondidas na Cartilha do e-Consumidor, da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico, que pode ser obtida em www.camara-e.net/e-consumidor

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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