Às vésperas da COP30, que será realizada em Belém, o Conselho Federal de Economia (Cofecon) apresenta ao mundo o Manifesto Por um Brasil líder na transição justa e no equilíbrio climático, documento que reafirma o papel do Brasil e dos economistas como protagonistas na agenda climática global. Aprovado durante o XXVI Congresso Brasileiro de Economia (CBE), em Porto Alegre, o texto foi traduzido para inglês, espanhol, francês, italiano e magüta/tikuna, simbolizando o alcance internacional e o compromisso do país com uma transição justa e sustentável.
O Manifesto contém um chamado ético e civilizatório. O documento defende que “o Brasil tem uma oportunidade histórica de liderar, com exemplo e compromisso, a transição justa rumo a um futuro ecológico comum, com prosperidade, equidade e justiça para todas as gerações”.
A inclusão da tradução em magüta/tikuna, língua de um dos povos originários da Amazônia, representa um gesto de reconhecimento da sabedoria ancestral e da diversidade cultural como fundamentos da sustentabilidade. “Traduzir o Manifesto para uma língua amazônica é uma afirmação de que o futuro sustentável depende do diálogo entre ciência, economia e saber tradicional”, afirma Tania Cristina Teixeira, presidenta do Cofecon.
O lançamento ocorre em um momento simbólico: com a COP30 prestes a começar, o documento reforça que o encontro não deve se restringir a metas de emissões ou avanços tecnológicos, mas compreender que “sem equilíbrio climático, não haverá prosperidade econômica, justiça social ou democracia sólida”. O texto convoca governos, empresas e sociedade a uma ação coordenada e estruturante, baseada em ciência, cooperação e responsabilidade compartilhada.
“O Brasil pode, e deve, liderar a construção de um modelo de prosperidade que seja ao mesmo tempo econômico, social e ecológico. Os economistas têm a responsabilidade de propor caminhos viáveis para essa transição e de contribuir para o debate global com base em nossa experiência e diversidade”, reforça Tania Cristina Teixeira.
O Cofecon destaca que a COP30 representa uma oportunidade histórica para consolidar um projeto nacional de desenvolvimento sustentável, inclusivo e democrático, em que o país exerça liderança global não como exportador de commodities ambientais, mas como referência em justiça climática, descarbonização e bioeconomia.
A versão multilíngue do documento será encaminhada a organizações internacionais, universidades, centros de pesquisa e fóruns multilaterais, ampliando o diálogo global sobre transição ecológica justa e o papel da economia como agente de transformação.
“O que propomos é mais do que um novo modelo de crescimento. É um pacto civilizatório que une ciência, política e cultura na defesa da vida e do futuro”, conclui Tania Teixeira.
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