Ataques ideológicos a Marcio Pochmann

Pochmann defende formas de trabalho mais justas e combate à desigualdade no Brasil, o que irrita a direita

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marcio pochmann
Marcio Pochmann (foto ABr)

O professor Marcio Pochmann vem sendo alvo da (outrora) grande mídia desde sua nomeação para presidir o IBGE. Nada novo: o mesmo aconteceu quando presidiu o Ipea.

Pochmann não é atacado por ser despreparado, muito pelo contrário: professor da Unicamp, tem um extenso e destacado currículo acadêmico, com ao menos 28 projetos de pesquisa, 15 prêmios e títulos, 138 artigos publicados e 71 livros.

Os que o acusam de querer implantar uma gestão ideológica no IBGE o atacam justamente por… questões ideológicas. Marcio Pochmann defende formas de trabalho mais justas e combate à desigualdade no Brasil. E o faz não só com arguta análise, mas com extensas pesquisas embasando suas ideias.

Foi assim no Ipea, onde desagradou alguns ideólogos conservadores lá instalados ao implantar pluralidade (noves fora alguns pesquisadores que lá se encostavam e pouco produziam).

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Os ataques já foram objeto desta coluna (leia aqui)

Em entrevista à Fundação Perseu Abramo, do PT – que já foi presidida por ele, Marcio Pochmann explica alguns pontos que pretende implantar em sua gestão para garantir o IBGE do futuro. Entre eles, integrar as diferentes bases de dados do Estado brasileiro e criar um sistema nacional autônomo de estatística, geografia e dados, desafio que espera ser o governo Lula capaz de implantar neste terceiro mandato.

“Nós temos hoje o desafio de recuperar a soberania dos dados brasileiros, porque na era digital todos nós fomos repassando os nossos dados, as nossas informações, de maneira gratuita para grandes corporações transnacionais, em geral estadunidenses”, criticou, mexendo com os interesses das big tech.

Outros pontos que interessam o novo presidente do IBGE são: entender a mudança na natureza do trabalho na era digital; mudança demográfica; Brics e as estatísticas sob a perspectiva do Sul Global; concurso para o órgão; e as mudanças para um mundo multipolar.

Retomada da indústria naval

Nesta sexta-feira, a Frente Parlamentar em Defesa da Indústria Naval visita estaleiros Renave e Mauá, no Rio de Janeiro. Parlamentares e comitiva também realizarão audiência com reitores e reunião pública na Universidade Federal Fluminense (UFF).

As agendas fazem parte de uma série de visitas técnicas que a Frente Parlamentar está organizando nos principais centros navais do país com o objetivo de conhecer as instalações e debater as perspectivas para a retomada da indústria naval brasileira. A comitiva já esteve em Rio Grande e São José do Norte, no sul do Rio Grande do Sul, e nas próximas semanas visitará estaleiros em Santa Catarina e Pernambuco.

Rápidas

Em 2 e 3 de dezembro, o congresso internacional Pbex Experience 2023 reunirá em São Paulo (SP) autoridades globais do Personal Branding sob o tema “O Poder Humano em um Mundo Artificial”. Programação aqui *** Neste final de semana acontecerá o Gávea Blues Festival, em comemoração aos 53 anos do Planetário do Rio, das 12h às 22h. Programação no Instagram @bluesrockfestival *** Dias 15, 17, 18 e 19, a região da Pequena África recebe o Festival Cultural Novembro Negro. O evento terá neste sábado, às 16h, o lançamento do livro Vem Ni Mim Que Sou Passinho, do artista da dança, educador, pesquisador e gestor cultural Hugo Oliveira.

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