Ataques midiáticos

“Ônibus e carros queimados, com pouquíssimas vítimas, são expressões simbólicas do desagrado da facção que perde sua hegemonia buscando um novo acordo, que permita sua sobrevivência; afinal, eles não querem destruir a relação com o mercado que os sustenta.” A análise sobre os “ataques” no Rio de Janeiro é do sociólogo José Cláudio Souza Alves, pró-reitor de Extensão da UFRRJ e autor do livro Dos Barões ao Extermínio: Uma História da Violência na Baixada Fluminense.

Pouco discutido
O advogado Joaquim Muniz, do escritório Escritório Trench Rossi Watanabe, considera que o novo marco regulatório para o setor petróleo está sendo pouco debatido, apesar da importância do tema. “Exceto no que tange aos royalties, que levou muita gente à rua, esse importante tema está passando em branco”, disse, lembrando que Noruega e alguns países africanos adotaram o modelo de partilha, mas obtiveram resultados muito diferentes.
Ele considera que há prós e contras nos dois modelos de marco regulatório para exploração do petróleo, em discussão no Congresso. “Com a partilha, há maior remuneração para os Estado, porém seus críticos argumentam que é um sistema mais complexo, que bastaria elevar impostos e royalties.
“A Petrobras é um caso de sucesso da atuação pública, mas não se sabe se a Petrosal (cuja criação já foi aprovada no Legislativo) seguirá os mesmos passos”, disse Muniz, que proferiu palestra no Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef).

Rio é petróleo
As mudanças no setor serão discutidas no seminário Pré-sal: um novo marco para o Rio de Janeiro, que a Fundação ARO irá realizar na manhã desta quinta-feira. Com patrocínio da Petrobras, o evento debaterá desafios no setor petrolífero para fornecedores e trabalhadores, mecanismos de financiamento e o novo marco regulatório. A abertura será feita pelo diretor de Abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa, que falará sobre os investimentos no Rio de Janeiro, em especial o Comperj. O seminário tem apoio deste MM e do site www.szrd.com

Retorno
A Casa da Empada inaugura nesta terça, em São Gonçalo (RJ), seu 30º ponto de venda, cumprindo o planejamento do ano. O investimento total na nova filial foi de R$ 185 mil, com expectativa de retorno líquido do valor investido entre dois e três anos.

Nossos mexicanos
A histeria que tomou conta da população do Rio de Janeiro, alimentada por boatos, como o de que a Zona Sul seria “invadida”, provocaram um esvaziamento da vida noturna dessa área da cidade no fim de semana. Cinemas, academias e bares badalados fecharam bem mais cedo do que o usual, surpreendendo clientes que sonhavam em aproveitar o fim de semana para relaxar e/ou se divertir. A alegação era de que os funcionários que moravam em áreas mais distantes não teriam condução para voltar para a casa, com a drástica redução da frota de ônibus decretada pelas empresas. Foi a versão tupiniquim de Um dia sem mexicanos, filme no qual os estadunidenses têm se adaptar a uma vida sem os imigrantes daquele país que mantêm o vizinho do Norte funcionando.

Liberdade
Em nome dos 25 mil lojistas representados pelo CDL-Rio e pelo sindicato (Sindilojas-Rio), Aldo Gonçalves, presidente de ambas as entidades, enviou carta ao governador Sérgio Cabral agradecendo e apoiando “a iniciativa do governo que libertou do julgo dos traficantes a Vila Cruzeiro e o Complexo do Alemão”. Segundo Gonçalves, os lojistas vinham sofrendo com as intimidações dos traficantes, que por inúmeras vezes os obrigaram a fechar seus estabelecimentos nos bairros adjacentes àquelas comunidades, causando prejuízos de milhões de reais, e fazendo inclusive vitimas entre os lojistas, muitos dos quais perderam suas vidas e o seu comércio. Ele prevê que aquela região carioca terá o melhor Natal e Ano Novo dos últimos anos, o mesmo acontecendo com as vendas do verão e do Carnaval.

Paraíso
Segunda maior favela de São Paulo, com 100 mil moradores, Paraisópolis ganha nesta terça-feira a primeira agência bancária. É a primeira unidade do Banco do Brasil dentro de uma comunidade. Paraisópolis conta com cerca de 8 mil estabelecimentos comerciais de pequeno e médio porte, além de uma filial das Casas Bahia.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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