Atchim milionário

Os não-hipocondríacos do planeta ganharam mais uma forte razão para conterem sua ansiedade diante do bombardeio de notícias sobre a eminente epidemia mundial da gripe aviária. Segundo The New York Times, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld, é o dono da patente do único medicamento para tratar a gripe aviária. De acordo com o jornal norte-americano, Rumsfeld está obrigado a se abster das decisões do governo Bush sobre medicamentos, por ter se recusado a vender suas ações da empresa Gilead Sciences Inc., que patenteou o remédio antiviral Tamiflu, específico contra a gripe aviária. Antes de assumir o atual cargo no governo Bush, ele era diretor da Gilead, que concedeu à multinacional Roche o direito de distribuir o medicamento.

Pelo telefone
Criado em 2001 pela Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, o serviço de teleatendimento “Alô, Alerj” recebeu ao fim do ano passado cerca de 172 mil ligações. Desse total, cerca de 55 mil foram recebidas em 2005, mais 25% em relação ao ano anterior. O serviço, que funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, com o número 0800 220008, recebe reclamações sobre serviços públicos, sugestões de projetos de lei, tira dúvidas sobre a legislação e recebe pedidos de ajuda. O “Alô, Alerj” também recebe e-mails pelo endereço [email protected]

Vox populi
Depois do referendo sobre o porte armas, os brasileiros podem ser chamados a se manifestar sobre temas mais relevantes. Atualmente, tramitam no Congresso Nacional 300 propostas de referendos ou plebiscitos. Entre os temas mais polêmicos, a transposição do Rio São Francisco, a revisão do processo de privatização das estatais, a continuidade ou não do pagamento da dívida externa e o cancelamento dos acordos com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Caso o Congresso aprove, a consulta poderá ser feita por referendos, com os cidadãos opinando sobre leis já aprovadas, ou por plebiscitos, quando a convocação é feita antes de a lei ser votada pelo Legislativo.

“Eleven Square”
Num verão recheado de turistas, o Metrô do Rio passou a anunciar a chegada às estações também em inglês. Mas para agradar o visitante poderia caprichar na limpeza dos vagões, que anda distante do serviço exemplar do passado.

Rótulo
“A forma predominante de dominação ideológica não é mais o ocultamento dos fatos, um estratagema bastante primitivo, usado pelas ditaduras. Hoje, a dominação se faz muito mais pela capacidade de nomear. Mário de Andrade dizia: “As pessoas não pensam as coisas, elas pensam os rótulos.” Tinha razão. Boa parte do jornalismo econômico contemporâneo, por exemplo, tornou-se uma grosseira arte de rotular.” A crítica, parte de uma análise sobre as semelhanças entre os governos Lula e FH, foi feita pelo cientista político César Benjamin, no artigo “A arte de rotular – Lula, o livre comércio e a unidade dos indiscerníveis”.

Não ao FMI!
Embora a imprensa seja a principal divulgadora da tese, 65% dos jornalistas ouvidos em enquete do Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro repudiaram a decisão do presidente Lula de antecipar em um ano o pagamento ao FMI do empréstimo de US$ 15 bilhões que só venceria no fim de 2006. Apenas 35% aprovaram a antecipação.

Outras necessidades
Entre os 65% jornalistas que disseram não à decisão, a maioria (49%) reprovou o pagamento antecipado por entender “que o sacrifício é muito grande e este dinheiro poderia ter sido investido no resgate da dívida social e em infra-estrutura”. Outros 16% defenderam que “o Brasil deveria questionar a dívida e os seus juros, e não pagá-los”. Entre os que aprovaram a antecipação,  29% apontaram “economia com os juros que pode ser redirecionada  para investimentos” e 7% abraçaram a tese preferida da imprensa de “que, assim, o Brasil demonstra capacidade de honrar seus compromissos e ganha respeitabilidade internacional”.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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