Até a Firjan, quem diria, criticou o Copom

Banco Central vê país a caminho da recessão, mas lava as mãos.

Enquanto Sergio Moro se explicava em rede nacional, ou quase, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central prosseguia sua reunião – caixa-preta sobre a qual Bolsonaro não ousa cobrar transparência – cujo resultado deu o esperado: pela décima vez seguida, manteve a taxa de juros básicos da economia.

A situação está tão ruim que até mesmo a Federação das Indústrias do Rio (Firjan), que sempre apoiou o Copom, cobrou redução dos juros. “A economia brasileira segue com elevada ociosidade nos fatores de produção e, com isso, a atividade econômica segue abaixo do seu potencial, sem pressionar a inflação e suas expectativas. Nesse cenário, e diante das sucessivas reduções das expectativas de crescimento para o ano, a Firjan entende que havia espaço para o Copom reduzir a taxa básica de juros, estimulando a atividade econômica sem comprometer a meta de inflação”, escreveu a Federação.

A redução da taxa não seria suficiente para reativar a economia, que já mostrou nos dois últimos anos que precisa de estímulos mais eficazes para sair da depressão; é preciso uma ação do Estado, puxando investimentos. Porém, a manutenção dos juros básicos é uma sinalização infeliz do Banco Central. Perdeu mais uma chance.

 

Dois em menos de 30 dias

A Associação Nacional de Jornais (ANJ) divulgou nota em que lamenta o assassinato do jornalista Romário Barros, do site Lei Seca Maricá, e afirma esperar que a polícia esclareça rapidamente o caso. “É extremamente preocupante que, em menos de um mês, dois jornalistas tenham sido mortos na cidade de Maricá (RJ), com todos os indícios de que os assassinatos foram motivados pela atividade profissional das vítimas”, protesta a ANJ.

A impunidade é uma das principais causas da continuidade desses crimes. O assassinato de jornalistas visa a intimidar o livre exercício do jornalismo, mas atinge também o direito dos cidadãos de serem plenamente informados. Por isso, as autoridades policiais e judiciárias precisam cumprir seu papel com urgência e eficiência, em defesa de toda a sociedade”, completa a Associação.

Em 25 de maio, Robson Giorno, dono do jornal O Maricá, foi assassinado perto de casa. A polícia suspeita de execução em ambos os casos. Giorno pretendia se candidatar à prefeitura em 2020.

 

Terraplanistas

O senador Flávio “Queiroz” Bolsonaro recorreu ao “pavão misterioso”, fake news sem pé nem cabeça que vem sendo propagada nas redes por bolsonaristas, para atacar a divulgação das comprometedoras conversas entre Moro e os procuradores da Lava Jato. Sejamos compreensivos: o filho 02 tem motivos para abominar vazamentos.

 

Dilema

Prossegue com Juca Kfouri o melhor resumo da tentativa de Moro em se livrar das denúncias do The Intercept Brasil: se os diálogos não têm nada de mais, por que as conversas teriam sido falsificadas?

 

Conje’

O ministro Sergio Moro iniciou seu depoimento no Senado tascando um “mais ou menas”. Se corrigiu em seguida, mas o estrago já estava feito. Talvez seja uma indicação de “menas” investigações sobre FH, Aécio e outros tucanos do listão do fim do mundo, que ficou só nos 30% petista.

 

Rápidas

A LFG, do grupo Kroton, realiza a Jornada OAB, uma série de eventos gratuitos e abertos ao público que acontecerão do dia 22 a 28 de junho. Inscrições em lfg.com.br/jornadaoab *** Neste sábado, das 11h às 17h, o Shopping Grande Rio realiza, em parceria com o Sesc RJ, uma ação social integrada com atividades socioeducativas, recreativas e culturais, além de palestras sobre saúde.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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