A afirmação ainda não é oficial, mas parece que a Administração Federal de Aviação (FAA) – entidade governamental dos EUA, responsável pelos regulamentos da aviação civil do país -, espera aprovar o jato 737 MAX da Boeing para retornar ao serviço no final de junho.
A declaração é de representantes do órgão regulador norte-americano à agência de aviação das Nações Unidas nesta quinta-feira, afirmaram fontes à Reuters. Final de junho é a temporada de pico do verão norte-americano, quando a necessidade de maior número de aeronaves aumenta. Porém, os representantes da FAA disseram que não há um calendário fixo para os aviões voltarem a voar. No Brasil, o modelo não está voando desde os dois acidentes.
A Boeing informou recentemente que realizou uma atualização do software, conhecido como MCAS, que impede que dados errôneos acionem o sistema ‘anti-stall’ que automaticamente forçou para baixo os narizes dos dois aviões que caíram meses atrás.
Três companhias aéreas: American Airlines, Southwest Airlines e United Airlines suspenderam os voos do 737 MAX até julho e agosto deste ano. A decisão foi tomada depois que a FAA suspendeu operações do jato mais vendido da Boeing em março, após duas quedas no espaço de cinco meses que juntas mataram 346 pessoas.
Conforme a Reuters, autoridades da FAA e da Boeing teriam informado secretamente, na última quinta-feira, aos membros do conselho diretor da Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO) em Montreal sobre o 737 MAX. Nesse mesmo dia, o presidente da FAA, Dan Elwell, se reuniu com reguladores aéreos internacionais por oito horas em Fort Worth, Texas.
No entanto, Elwell se recusou a responder perguntas sobre o briefing privado da ICAO. “A última coisa que quero é colocar uma data e depois ter alguém, seja a FAA, seja vocês (imprensa) ou o público esperar apenas essa data em vez do resultado final ou do processo”, disse ele em uma entrevista coletiva com repórteres, depois do encontro de Fort Worth, que ele chamou de “construtivo”.
Companhias aéreas
O caminho para colocar o 737 MAX de volta no ar fora dos Estados Unidos permanece ainda mais incerto. Canadá e Europa disseram na quarta-feira que trariam de volta a aeronave suspensa em seus próprios termos, não os da FAA.
As companhias aéreas chinesas, várias das quais nesta semana fizeram pedidos formais de indenização à Boeing, devem perder 4 bilhões de iuans (579,41 milhões de dólares) com base no acordo que dura até o final de junho, disse a Associação de Transporte Aéreo da China nesta sexta-feira.
A FAA disse que não vai reverter sua decisão de suspender o avião até avaliar as conclusões de uma análise realizada por várias agências sobre o plano da Boeing para atualizar o software do 737 MAX, que a fabricante de aviões descreveu como um elo comum nos dois acidentes.
Mesmo depois da FAA suspender a proibição dos voos do 737 MAX, as companhias aéreas terão de passar cerca de 100 e 150 horas preparando cada aeronave para voar novamente após a atualização, além do tempo para treinamento de pilotos no novo software, disseram à Reuters funcionários das companhias aéreas dos Estados Unidos que operam o 737 MAX.
Se a FAA atingir a previsão de aprovação do 737 MAX para voar até o final de junho, as companhias aéreas ainda terão que ajustar seus horários para a movimentada temporada de viagens do verão norte-americano.
A United retirou o MAX da sua programação de voo até 3 de julho, a Southwest até 5 de agosto e American até 19 de agosto.
















