Atentado dos EUA: uma guerra que ninguém quer

Irã promete vingança, mas prazo de 3 dias deixa reação incerta.

O general Qassem Soleimani (à direita) com o presidente do Irã, Hassam Rouhani

O atentado terrorista empreendido pelos Estados Unidos, que resultou na morte, no Iraque, de um dos mais importantes militares do Irã, o general Qassem Soleimani, aumentou a tensão na região, provocou alta nos preços do petróleo e levou tensão aos líderes mundiais.

O governo iraniano promete se vingar, embora poucos acreditem em um ataque direto a forças militares norte-americanas – 36 bases militares dos EUA estão dentro do alcance das Forças Armadas iranianas, declarou o chefe do Comitê Nacional de Segurança e Política Externa do parlamento, Mojtaba Zulnur.

Analistas acham mais provável uma retaliação indireta, através de um dos grupos aliados a Teerã ou o ataque a alvos isolados em qualquer parte do mundo.

O economista e jornalista José Carlos de Assis afirma que é um mistério o prazo de três dias que a liderança religiosa iraniana se deu para reagir ao assassinato do seu principal general por Donald Trump. “É um tempo de reflexão para examinar todas as hipóteses. Os iranianos têm aliados nacionais importantes, como Rússia e China, mas nenhuma dessas potências acompanharia Teerã numa guerra direta contra os Estados Unidos, que por certo resultaria numa guerra nuclear”, analisa.

Representantes do governo russo criticaram o ataque e manifestaram apoio ao Irã. O diretor do Conselho da Europa para Relações Exteriores, Carl Bildt, apontou que a situação enfraquece o Iraque e faz o país mais propenso à atuação de grupos terroristas, como o Estado Islâmico.

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, manifestou preocupação com a situação e advogou pela redução do aprofundamento dos conflitos no Golfo. “Este é um momento em que líderes devem exercitar sua cautela. O mundo não pode permitir uma nova guerra no Golfo”, pontuou, segundo a Agência Brasil.

A cotação do petróleo tipo Brent no mercado londrino alcançou o maior valor em três meses, com alta de 3,6%, a US$ 68,60. Nos EUA, a cotação do tipo WTI subiu 3,1%, para US$ 63,05, após atingir máxima de US$ 63,92. Contribuiu para o aumento a notícia de que os estoques de petróleo norte-americanos tiveram na semana passada a maior queda desde junho de 2019. 

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