Pibinho em abril joga nuvens  negras para segundo semestre

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A divulgação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) de abril completou a semana de notícias ruins na economia. A retração de 1,47% no trimestre, em relação aos três meses anteriores (novembro de 2018 a janeiro de 2019), veio se somar à estagnação no setor de serviços, divulgada na quinta-feira pelo IBGE (alta de apenas 0,4% em 12 meses)

O IBC-Br procura antecipar o resultado oficial do Produto Interno Bruto (PIB), soma de tudo que é produzido no país. O índice dessazonalizado (ajustado para o período) apresentou retração de 0,47% em abril em relação a março deste ano. O resultado veio pior do que esperavam analistas do mercado financeiro, que previam, em média, retração de 0,1%.

Foi o quarto mês seguido de queda, de acordo com dados revisados pelo Banco Central: 0,22%, em janeiro, 1,04%, em fevereiro e 0,30%, em março, em comparação ao mês anterior. A queda no primeiro trimestre deste ano fora de 0,68%. No ano, o IBC-Br ficou praticamente estável – expansão de apenas 0,06%.

Na comparação com abril de 2018, a retração chegou a 0,62%. Em 12 meses encerrados em abril, o indicador teve crescimento de 0,72%. As quedas comprometem o segundo semestre, analisam economistas, tanto do mercado, quanto da academia. A expectativa de ao menos repetir em 2019 o tímido crescimento de 2018 (alta de 1,1%) está cada vez mais distante.

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