Até eles

A proposta do economista Allan Meltzer, um dos principais ideólogos do governo Bush, de que a Argentina antecipe logo – e com apoio do FMI – a decretação de moratória deve ter pelo menos um efeito importante no Brasil: desinterditar o debate sobre o estrangulamento do país imposto pelos gigantescos encargos financeiros. Afinal, nem Pedro Malan, com todo seu fundamentalismo, costuma se mostrar surdo e indiferente a críticas feitas em inglês.

Índia
O presidente da Associação Brasileira das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro), Ernesto Haberkorn, participa da delegação brasileira que viaja para a Índia amanhã. O objetivo da missão é firmar cooperação entre os dois países, dando continuidade ao acordo assinado durante a visita do ministro Pramod Mahajan ao Brasil. Uma das metas é incentivar a pesquisa e o desenvolvimento da Tecnologia da Informação. A Índia é um dos países mais fortes no desenvolvimento de programas de computador e dos poucos a romper as barreiras impostas pelos países desenvolvidos.

Estudo de caso
Estudantes do curso de Economia da PUC-RJ, em especial os potenciais candidatos a futuros diretores do Banco Central ou a outros centros exóticos do poder em Brasília, devem passar a incorporar a partir de agora atividade extracurricular indispensável a sua formação: viajar ao Nordeste para assistir in loco à greve das PM locais. A experiência, inesquecível, representará a melhor definição para superávit primário.

Contorcionismo
Já nos estertores da ditadura, Luiz Gonzaga foi perguntado por que, cantor de repertório tão popular, sempre apoiara candidatos conservadores. Fiel ao seu estilo franco e direto, o eterno Rei do Baião esfregou os dedos indicador e polegar antes de admitir: “É a bufunfa.” Nenhum dos entrevistadores sentiu-se à vontade para contestar-lhe opção assumida tão abertamente. Relembrando o velho Gonzagão, não dá para deixar de sentir saudade de um tempo em que artistas dignos desse nome não recorriam ao contorcionismo verbal para encobrir a opção pelas facilidade$ do poder.  

Invisível
Amante do bom futebol, esta coluna propõe que a seleção do Felipão não se vista nem de verde nem azul, mas de roxo. Afinal, com a bolinha que vem jogando, está deixando o torcedor roxo de vergonha.
Cartão vermelho
Partiu do ex-craque Diego Maradona o último petardo contra o ainda presidente da Argentina, Fernando de la Rúa. Em entrevista concedida em Cuba ao canal América TV, Maradona pediu a De la Rúa que “acorde da “siesta” muito longa” em que se encontra. “De la Rúa está dormindo uma “siesta” muito longa. Por isso, peço que saia da sesta e faça todo os esforços possíveis para que as coisas melhorem. Um país é como uma partida de futebol. Se não chegamos ao gol adversário, é preciso fazer mudanças”, comparou.

Missão impossível
Empatada com a Publicom, a assessoria de Comunicação da Telemar abiscoitou o Prêmio Regional de Assessoria do Ano concedido pela Aberje. Nada a contestar, mas, pelo padrão de qualidade da companhia telefônica, o mais adequado talvez fosse a premiação na área de prestidigitação. Afinal, a Telemar é fazer mágica.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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