Até um letão dá golpe no mercado de capitais norte-americano

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Com o apoio da Financial Industry Regulatory, da Comissão de Valores Mobiliários de Chipre e da Comissão de Mercado Financeiro e de Capitais da Letônia, a Securities and Exchange Comission conseguiu formar o processo judicial contra Igors Negaicevs. Além dele, empresas e oito executivos norte-americanos que operam no pregão eletrônico também estão sofrendo processos administrativos, pois permitiram o acesso anônimo e não filtrado para o comerciante letão. E isso permitiu um esquema de invasão generalizada de contas online e a manipulação dos preços de mais de 100 ações negociadas na Nyse e na Nasdaq provocou prejuízo superior a US$ 2 milhões para os clientes das corretoras de valores dos EUA. Igors Nagaicevs invadiu as contas nas corretoras e levou os preços das ações para cima ou para baixo, fazendo compras ou vendas não autorizadas durante 150 ocasiões, realizadas num período de 14 meses.
Os processos administrativos da SEC são contra quatro empresas de comércio eletrônico, não registradas como corretoras, mas que permitiram que o letão pudesse negociar através de suas plataformas eletrônicas. Cada uma delas forneceu o acesso para a negociação online diretamente nos mercados, ou seja, um gateway para os mercados norte-americanos, ignorando as leis federais de proteção para os valores mobiliários. Agora estão sendo processados: Alquimia Ventures, Inc. de San Mateo, Califórnia, Mark H. Rogers, presidente, e Steven D. Hotovec, vice-presidente; KM Capital Management, LLC de Filadélfia, e seus proprietários, Joshua A. Klein e Yisrael M. Wachs; Zanshin Enterprises, LLC de Boise, Idaho, Frank K. McDonald, membro gestão e Richard V. Rizzo, sócio; e Mercury Capital, Califórnia, Lisa R. Hyatt, presidente e o sócio Douglas G. Frederick. Até agora, a Mercury Capital, a Hyatt e o Rizzo concordaram com um acordo, no qual reconhecem que ajudaram e causaram violações de registro do corretor. Cada um dos dois executivos aceitou pagar ma multa de US$ 35 mil.

Rivalidade entre empresas catalãs
As ações da Vueling, companhia aérea de baixo custo, tiveram uma valorização de quase 28%, chegando aos 5,20 euros, mas cederam no fechamento para 5,02 euros, com ganhos de 23,04%. Com isso, a cotação retornou para o nível registrado em novembro do ano passado. A explicação para tanta euforia: a oficialização da concordata da Spanair, na manhã desta segunda-feira, devido à falta de meios financeiros para os próximos meses. O verdadeiro motivo deve ser a rivalidade, pois as duas empresas têm sede em Barcelona. A sobrevivente já anunciou que pretende lançar cinco novas rotas e espera aumentar em 25% a oferta de assentos nas próximas férias de verão. Enquanto isso, a outra tentará negociar um passivo da ordem de 300 milhões de euros, cujo principal credor é o governo catalão, que injetou na companhia cerca de 140 milhões de euros.

Curiosidades curiosas
No Rio de Janeiro está a segunda maior concentração de investidores do Brasil. Nele, no entanto, só existem 27 pessoas com certificação de analistas do mercado de capitais, sendo que a maior quantidade é de profissionais que nunca exerceram esse tipo de função. Aliás, por causa do enfraquecimento das ações nos últimos anos, na relação da Apimec Nacional só existem 279 certificados. Assim, torna-se difícil obter informações dos analistas cariocas, que evitam ser multados pela Comissão de Valores Mobiliários, como a injustiça que foi feita a Gil Deschatre que teve de pagar R$ 15 mil, só porque fazia analises gráficas no tempo em que o regulador não tinha criado a certificação para o analista técnico. Enquanto isso, em São Paulo, os jornais publicam as opiniões de quem não tem certificação e nada acontece. Peraí, a lei não é a mesma para todos os brasileiros?

Executivos sonham com a Vale
Vale fica entre as três primeiras na eleição da Empresa dos Sonhos dos Executivos, realizada pelo grupo de recursos humanos DMRH com 5.300 executivos de todo o Brasil em novembro de 2011. Foi mais um reconhecimento à mineradora, que no ano passado já havia sido eleita por pesquisas a segunda “mais desejada” e a quarta ” dos sonhos dos jovens”. “Esse prêmio reforça a marca Vale como sinônimo de empresa que desenvolve seus empregados por meio de programas de aprendizagem contínua e oportunidades profissionais no Brasil e no exterior”, diz Maria Gurgel, diretora global de Recursos Humanos. “Nossos esforços em desenvolvimento de pessoas, desde a base da pirâmide até o nível de executivos, são reconhecidos no mercado”.
Os principais motivos citados pelos executivos para escolher suas empresas dos sonhos foram admiração por seu segmento de atuação, produtos e serviços; desenvolvimento e aprendizado contínuo; e proposta de valores, cultura e causa em que acredita. Em 2011, a Vale ficou em segundo lugar no ranking das “empresas mais desejadas”, elaborado pela consultoria Aon Hewitt, e em quarto lugar na pesquisa Empresa dos Sonhos dos Jovens, do grupo DMRH. Essa enquete também apontou a Vale como a mais seguida nas redes sociais por mais de 50 mil universitários e recém-formados de 18 a 27 anos de quatro países: Brasil, Argentina, Colômbia e México.

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