Audiência pública pedirá retomada do Estaleiro Enseada

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Porto brasileiro (foto de Diego Baravelli, Minfra)
Porto brasileiro (foto de Diego Baravelli, Minfra)

No próximo domingo (22), a partir das 8h, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e o Sindicato dos Petroleiros da Bahia (Sindipetro-BA) participarão de audiência pública na cidade de Cruz das Almas, para debater sobre a revitalização do Estaleiro Enseada – localizado em Maragogipe, no Recôncavo baiano – e sobre a reabertura do Canteiro de Obras de São Roque do Paraguaçu, da Petrobras. Essa será a segunda audiência para tratar do tema. A primeira ocorreu na cidade de Santo Antônio de Jesus e, após Cruz das Almas, acontecerá uma última na cidade de Maragogipe, no dia 5 de novembro.

O Estaleiro Enseada, onde fica localizado o Canteiro São Roque de Paraguaçu, foi inaugurado em 2012 e, no auge da obra, empregou cerca de 7,5 mil pessoas, sendo 87% moradores da região. Em menos de dois anos, o projeto foi atingido pela Operação Lava Jato, que paralisou as obras do estaleiro, gerando desemprego em massa. No total, 6,6 mil pessoas foram demitidas, levando a cidade a colapsar. Só em Maragojipe foram mais de 3,5 mil vagas fechadas em 2015 — 75% dos empregos formais da cidade.

A implantação do Canteiro de Obras da Petrobras em São Roque do Paraguaçu ocorreu na década de 70. A Petrobras comprou o prédio do antigo terminal da Estrada de Ferro Nazaré em 1976 e realizou sua primeira reforma em 1977 quando funda o Canteiro de Obras.

“A reativação do estaleiro e do Canteiro de Obras é de fundamental importância para a região”, avalia Deyvid Bacelar, coordenador-geral da FUP. “São diversos empregos diretos e indiretos que podem ser gerados através da retomada das atividades, levando à melhoria na qualidade de vida da população local. A Lava Jato transformou São Roque de Paraguaçu em uma ‘cidade fantasma’”, diz.

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Razões

Radiovaldo Costa, diretor do Sindipetro-BA, defende que a reabertura do canteiro de São Roque do Paraguaçu e o reaproveitamento do Estaleiro Enseada será um celeiro de oportunidades para a Bahia. “A ideia é que possam ser construídos navios e plataformas, utilizando a mão de obra local, gerando empregos e fortalecendo a economia do estado e dos municípios de Maragogipe e região”.

Costa completa lembrando que o Estado brasileiro tem uma dívida histórica com a Bahia e com o Nordeste. “Ainda somos uma região com o menor nível de industrialização do país e essa dívida social e econômica precisa ser reparada. Foi nessa terra que nasceram o Brasil e a Petrobras e fazer investimento na Bahia é reparar um pouco essa dívida de 500 anos”, finaliza.

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