Auditores baguçam o mercado

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Luiz Leonardo Cantidiano, presidente da CVM, foi ingênuo ao defender perante a SEC a tal posição brasileira sobre a implementação da lei Sarbanes-Oxley. Não se sabe por quais razões acreditou no posicionamento da Abrasca. Agora, a Comissão de Valores Mobiliários ficou sem argumentos para qualquer tipo de negociação com os norte-americanos, pois enfrenta a rebelião das empresas de auditoria que não concordam com a instrução que obriga as companhias abertas a divulgar os honorários pagos aos auditores externos por outros tipos de serviços prestados. O pitoresco é que a reação vem de PricewaterhouseCoopers, Deloitte Touche Tohmatsu, KPMG e Ernst & Young, firmas internacionais e que estão com as atividades limitadas em diversos países, principalmente nos Estados Unidos.
A consultoria da Price, após fechar grandes contratos com a Petrobras, a Gerdau e a Telemar, foi vendida no ano passado para a IBM. No exterior, as outras firmas também venderam ou reduziram a participação no segmento, mas os órgãos reguladores de diversos países exigiram o término de outros serviços, como planejamento tributário e avaliação de empresas.
Para evitar maiores problemas, a Petrobras colocou no estatuto que os auditores independentes não poderão prestar serviços de consultoria durante a vigência do contrato de auditoria. E isso não é suficiente, pois a empresa deveria informar aos acionistas os gastos com todos esses tipos de serviços.

Embratel tem dinheiro?
Como não poderia deixar de acontecer, a diretoria da concordatária AT&T Latin America espalha que possui acordos de confidencialidade assinados por 15 empresas interessadas em avaliar seus números e fazer uma oferta por sua aquisição. Ora, a princípio, isso não significaria absolutamente nada, se não tivesse sendo espalhado que a Embratel é uma das empresas mais interessadas.
Por causa desse boato, no pregão da última sexta-feira, as ações preferenciais da Embratel tiveram alta de 6,68%, enquanto as ordinárias subiram 6,73%. No de ontem, as primeiras caíram 4,62% e as outras 3,50%.
A CVM tem de apurar quem se beneficiou com tal informação, pois é difícil para o leigo entender como uma empresa endividada pode pretender assumir as dívidas de uma concordatária. A AT&T Latin America tem uma dívida de US$ 1,04 bilhão, dos quais US$ 170 milhões com fornecedores e US$ 833 milhões com a AT &T Corp.

HealthSouth precisa de US$1 bilhão
A HealthSouth Corp. desde a semana passada está abalada com as acusações de que cometeu fraudes na contabilidade e pode precisar de até US$1 bilhão em financiamentos para impedir que entre com um pedido de concordata. Os advogados e bancos credores da companhia de seguro-saúde norte-americana trabalharam durante todo o fim-de-semana para determinar se era possível obter um linha de crédito. A Securities and Exchange Commission acusa a firma e seu chairman e CEO, Richard Scrushy, de inflar os lucros em US$ 1,4 bilhão desde 1999.

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